Wesley Santos/Estadao
Wesley Santos/Estadao

Estimativas para a safra deste ano voltam a crescer

Segundo a Conab, colheita de grãos deve atingir 232,6 milhões de toneladas, a segunda melhor da história

Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 04h00

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a safra de grãos 2017/2018 em 1,3% em relação à projeção feita em abril. Agora, a previsão é que o País colha 232,6 milhões de toneladas. O número representaria uma queda de 2,1% em relação ao ano passado, mas confirma a previsão da segunda maior colheita de grãos do Brasil.

Os dados fazem parte do oitavo levantamento da Conab, divulgado ontem. Segundo a companhia, a estimativa de área também é destaque, com a entrada de números das culturas de inverno e outras, podendo se tornar a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares. O incremento estimado é de 1,1%, ou 657 mil hectares a mais de área plantada.

+ Safra deste ano será de 229,3 milhões de toneladas, queda de 4,7% ante 2017

Os maiores volumes são da soja, responsável pelo bom desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade, e do milho. A leguminosa registra 117 milhões de toneladas, aumento de 2,6% em comparação com a safra anterior (114,96 milhões de toneladas). A produção de milho deve atingir 89,2 milhões de toneladas, queda de 8,8% ante o período anterior (97,84 milhões de toneladas). 

+ Volume de etanol importado mais que triplica e atinge recorde para abril

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também reviu para cima suas projeções para a safra deste ano, embora os números sejam um pouco inferiores aos da Conab. A estimativa é de uma colheita total de 230 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 0,3% em relação aos números divulgados em março. Em 2017, a safra somou 240,6 milhões de toneladas, o maior volume da história.

Segundo o IBGE, a área plantada chega a 61,2 milhões de hectares, número estável em relação ao ano anterior. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.