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Estímulo criou ou preservou apenas 30 mil empregos nos EUA

Números baixos divulgados pelo jornal 'Wall Street Journal' podem atrair mais ataques às medidas de Obama

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

15 de outubro de 2009 | 14h22

Cerca de 30 mil empregos foram diretamente criados ou protegidos por empresas que receberam recursos do programa de estímulo federal dos EUA, de acordo com relatórios divulgados nesta quinta-feira, 15, em notícia do Wall Street Journal.

 

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Os relatórios cobrem apenas uma pequena parcela do pacote de US$ 787 bilhões: os gastos com infraestrutura e programas sociais sendo desenvolvidos pelas empresas. Elas receberam cerca de US$ 16 bilhões, dos quais gastaram US$ 2 bilhões até o começo deste mês.

 

No total, as empresas informaram que haviam criado ou preservado 30.383 empregos até o começo de outubro, segundo dados resumidos pelo Conselho de Transparência e Responsabilidade da Recuperação, que supervisiona como o plano de estímulo é conduzido.

 

Empresas sediadas em Colorado relataram 4.695 empregos criados ou preservados - o maior número de qualquer Estado - dos cerca de US$ 550 milhões em recursos de estímulo recebido, dos quais US$ 48 milhões foram gastos. Em Michigan, o Estado com o maior nível de desemprego, apenas 397 empregos foram criados ou preservados.

 

Os números baixos podem atrair mais ataques dos críticos do plano de estímulo, que já citam a taxa de desemprego de 9,8%, a maior em 25 anos, como prova de que o plano não está funcionando.

 

O governo Obama, que está promovendo o plano em eventos em Louisiana e Missouri hoje, também terá que explicar como os números relatados pelas empresas estariam de acordo com a projeção do Conselho de Consultores Econômicos, de que o pacote preservou 1 milhão de empregos na economia, que de outra forma seriam perdidos.

 

O Conselho fez a estimativa por meio da comparação de indicadores econômicos atuais com uma projeção de como estaria a economia se o estímulo não tivesse sido aprovado. Também incluía uma estimativa de empregos criados ou preservados indiretamente pelos gastos de estímulo - incluindo cortes tributários e ajuda a desempregados.

 

O economista-chefe da Casa Branca, Jared Bernstein, disse em comunicado que é "muito cedo para tirar qualquer conclusão global dos dados preliminares e parciais", mas que as indicações iniciais eram positivas e sustentavam a estimativa do Conselho. As informações são da Dow Jones.

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