Estivadores retomam o trabalho no Porto de Santos

Sindicato informa, porém, que ‘estado de greve’ está mantido e volta da paralisação depende da MP dos Portos  

O Estado de S. Paulo,

15 de maio de 2013 | 20h33

Texto atualizado às 21h30

SANTOS - O secretário do Sindicato dos Estivadores de Santos, Cesar Rodrigues Alves, informou que as operações no Porto de Santos foram retomadas na noite desta quarta-feira, mas afirmou que ainda há um "estado de greve" e que a paralisação pode ser retomada a qualquer momento dependendo das decisões da Câmara dos Deputados, onde seguem as apreciações de emendas da MP dos Portos.

A batalha dos estivadores é para que sejam aprovadas duas emendas, dos deputados Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, e Marcos França (PSB), garantindo que os trabalhadores de portos públicos possam trabalhar nos novos terminais privados.

Os estivadores do Porto de Santos resolveram esticar até hoje a greve iniciada na terça-feira, em protesto contra a derrubada da emenda à MP dos Portos que estendia para os terminais privados a exigência de contratação de trabalhadores gerenciados pelos Órgãos Gestores de Mão de Obra (Ogmos), assim como é feito hoje nos portos públicos.

O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, estima que mais de 4 mil estivadores estavam parados.

Para a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa que administra o Porto de Santos, dos 37 cargueiros que estavam atracados no terminal santista, apenas 10 estavam com as operações paralisadas por conta da greve. As demais embarcações mantinham o trabalho normal. Os navios de contêineres eram os mais prejudicados, uma vez que são os que mais necessitam de mão de obra humana. Segundo avaliação do secretário do sindicato, 16 cargueiros tinham as operações prejudicadas.

Polêmica. As lideranças sindicais aguardam para esta quarta-feira a votação do destaque proposto pelo PDT prevendo a retirada da expressão "portos organizados" do artigo estabelecendo que o trabalho de capatazia, estiva, conferência de carga, bloco e vigilância de embarcações fosse feito por trabalhadores portuários com vínculo empregatício por prazo indeterminado e por trabalhadores avulsos. Dessa forma, a regra de contratação valeria para portos públicos e privados.

Paulinho da Força ameaçou ir ao Supremo Tribunal Federal para garantir que os trabalhadores possam ser contratados tanto pelos portos públicos quanto pelos privados.

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