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Estônia entra para zona do euro apesar de crise

País será incluído no bloco neste sábado, 1

DAVID MARDISTE, REUTERS

31 de dezembro de 2010 | 09h24

A Estônia pode ser o último país a entrar na zona do euro nos próximos anos quando tornar-se o 17º membro do bloco monetário em 1º de janeiro, com a crise de confiança da região adiando o ingresso de Estados do Leste Europeu em até uma década.

O comissário europeu para Assuntos Econômico e Monetários, Olli Rehn, e os primeiros-ministros da Letônia e da Lituânia se reuniram em Tallinn nesta sexta-feira para saudar a entrada da Estônia na zona do euro a partir de meia-noite. O novo membro finaliza o ímpeto de integração com o Ocidente que começou com o colapso da União Soviética, afastando-se da Rússia.

O ingresso da Estônia também traz pela primeira vez ao euro um ex-Estado soviético. Os vizinhos bálticos Letônia e Lituânia esperam juntar-se à união monetária em 2014, consolidando a independência conquistada em 1991.

Porém, no restante do antigo bloco comunista, os governos não estão tão confiantes. Polônia, Hungria e outros membros da União Europeia no Leste Europeu e na Europa Central prometeram juntar-se à zona do euro um dia, mas não estão com pressa.

Os países querem verificar como os problemas de dívida de Irlanda, Grécia, Espanha e Portugal são resolvidos, e temem que a perda de flexibilidade nas taxas de câmbio deixe suas economias menos competitivas e capazes de suportar problemas financeiros.

A crise de dívida pôs fim à ideia de que ser um membro da zona do euro garantiria custos de financiamento menores para o Estado.

"Há mais riscos em estar na zona do euro do que em estar de fora", disse o presidente do banco central polonês, Marek Belka, mais cedo neste mês.

Comentários similares vieram da República Tcheca, onde o primeiro-ministro Petr Necas declarou que adotar o euro não seria vantagem para seu país por um bom tempo.

Líderes da Estônia --que será o 17º e mais pobre membro do bloco monetário após uma recessão brutal em 2009-- rejeitaram as preocupações de que o projeto de junção ao euro pode dar errado.

"Os problemas de dívida da área do euro não são causados pelo euro e pela crise econômica. As sementes dos problemas foram semeadas há décadas", disse o presidente estoniano Toomas Ilves em discurso recente.

"Portanto, a resolução dos problemas atuais só faz o euro mais forte e a Estônia tem a oportunidade de ser imediatamente envolvida nesse processo."

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