Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Estoque da dívida de curto prazo do governo cai em abril

O estoque de dívida de curto prazo do governo federal registrou uma queda em abril. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional e o Banco Central, a parcela da dívida mobiliária com vencimento de 12 meses caiu de 37,62%, em março, para 34,08%, em abril. Em termos nominais, o governo tem R$ 219,60 bilhões em títulos que vencerão nos próximos 12 meses. O prazo médio do estoque da dívida ficou praticamente estável entre março e abril. No final do primeiro trimestre, o prazo do estoque da dívida em títulos do governo era de 31,83 meses e passou para 31,79 meses em abril. O prazo médio das emissões feitas ao mercado registrou um crescimento, passando de 16,31 meses para 18,57 meses, puxado pelo alongamento do prazo de todos os papéis que foram ofertados ao longo do mês passado. Taxa de rolagem da dívida cambial O chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, Sérgio Goldenstein, informou que a taxa de rolagem da dívida cambial do governo está em 87,1%, no acumulado do ano. Segundo ele, na medida em que a estratégia vigente for mantida, onde são rolados os vencimentos principais da dívida em câmbio e pagos os cupons (12% ao ano), a taxa de rolagem deverá ficar na casa dos 88% ao mês. Em maio, segundo Goldenstein, a taxa de rolagem foi de 84,5%. De acordo com os dados divulgados esta manhã, no mês de junho o governo tem previsto um vencimento de cambiais no valor de US$ 3,711 bilhões. Desse total apenas US$ 811 milhões são em títulos (NBC-Es), o restante são contratos de swap. O primeiro vencimento será no dia 2, quando estarão vencendo US$ 1,207 bilhão de contratos de swap. Nos dias 12 e 18 vencem outros dois volumes importantes de cambiais, que juntos somarão US$ 2,472 bilhões. A maior concentração de vencimentos de cambiais de 2003 acontecerá em julho, segundo informou Goldenstein. Nesse mês, os vencimentos somarão US$ 5,203 bilhões. Quem comprou papéis do Tesouro em abril As instituições financeiras nacionais compraram 76,13% dos papéis ofertados pelo Tesouro Nacional ao longo de abril. De acordo com os dados divulgados há pouco, as instituições nacionais foram as maiores compradoras de todos os títulos ofertados no mês passado, com destaque para as LFTs de 24 meses, onde 90,02% do volume ofertado foi adquirido pelas nacionais. No caso das instituições estrangeiras, que ficaram com 23,87% dos títulos colocados em mercado no mês passado, o maior destaque foi a compra de LTNs de 12 meses, onde do volume total ofertado, 43,44% ficaram com essas instituições estrangeiras. Volume médio de títulosAs operações no mercado secundário de títulos registraram em abril o terceiro aumento consecutivo este ano, de acordo com os dados levantados pelos Tesouro Nacional e o Banco Central. O volume médio de operações diárias nesse mercado atingiu R$ 8,98 bilhões em abril, o segundo maior volume financeiro de operações registrado pelo governo nos últimos 12 meses no secundário. Pela primeira vez desde junho de 2002, o volume médio negociado de LTNs - papéis prefixados - superou R$ 1 bilhão por dia. Olhando-se o volume total de negociações do mercado secundário em abril, as operações com títulos prefixados atingiu 11,3% do total. "O papel prefixado é o mais importante para o mercado secundário", comentou o chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, Sérgio Goldenstein.A participação dos negócios com títulos prefixados no mercado secundário em abril foi praticamente o dobro da registrada em março, segundo lembrou o coordenador geral de administração da dívida pública do Tesouro, Paulo Valle. A volta das negociações com prefixados no mercado secundário é influenciada pela volta das colocações no mercado primário. Valle lembra que a despeito da queda dos prefixados no total da dívida mobiliária em abril, esses papéis deverão responder por 10% a 15% do estoque total dessa dívida ao final de 2003. As negociações com títulos pós-fixados também cresceu, atingindo uma média diária de R$ 7,1 bilhões. No caso dos títulos cambiais, as negociações no secundário atingiram a média diária de R$ 500 milhões em abril, o que significou uma queda de 20,4% em relação ao volume negociado em março. R$ 39,021 bi emitidos em títulosAs emissões de títulos feitas pelo Tesouro Nacional em abril somaram R$ 39,021 bilhões. Os resgates, incluindo as operações de troca de LFTs, ficaram em 34,965 bilhões, gerando assim uma emissão líquida de R$ 4,056 bilhões no mês. O Banco Central, por sua vez, resgatou os R$ 3,996 bilhões em títulos cambiais que venceram no mês, fazendo a rolagem com a oferta de contratos de swap. Com isso, o impacto total das operações do Tesouro e do BC sobre a liquidez do mercado foi de apenas R$ 60 milhões. Fluxo cambial em maio O fluxo cambial em 11 dias úteis de maio estava positivo em US$ 874 milhões, segundo divulgado hoje pelo Banco Central (BC) em seu site na internet. O valor é menor que os US$ 1,825 bilhão de todo o mês de abril último, mas é melhor que o fluxo negativo de US$ 1,313 bilhão de maio do ano passado. As contas de não residentes (CC5) registravam, no mesmo período de 11 dias úteis de maio, um fluxo positivo de recursos de US$ 23 milhões. Em abril, a CC5 tinha ficado negativa em US$ 272 milhões. As operações com clientes no País, por sua vez, terminaram o período de 11 dias úteis de maio com um fluxo positivo de US$ 851 milhões. Este resultado foi assegurado pelas contratações de câmbio vinculadas às operações de comércio externo que estavam com um saldo positivo de US$ 1,913 bilhões no mesmo período. O saldo foi obtido em função de contratações de US$ 3,618 bilhões para exportação e de US$ 1,705 bilhão para importação. No financeiro, o saldo estava negativo em US$ 1,062 bilhão, sendo US$ 3,762 bilhões de saídas e US$ 2,699 bilhões de ingressos. O BC informou, ao mesmo tempo, que as operações de swap cambial deram uma perda à instituição de R$ 1,1 bilhão nos primeiros 11 dias úteis de maio.

Agencia Estado,

21 de maio de 2003 | 14h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.