Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas
Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

Estoque da dívida pública federal atinge R$ 2,9 trilhões em julho

Dívida Pública Mobiliária Federal interna teve ligeira queda, enquanto a Dívida Pública Federal externa cresceu quase 3%

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2016 | 11h08

BRASÍLIA - O estoque da dívida pública federal (DPF) caiu 0,07% em julho, quando atingiu R$ 2,956 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 29, pelo Tesouro Nacional. Em junho, o estoque estava em R$ 2,958 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 29,44 bilhões em julho, enquanto houve um resgate líquido de R$ 31,57 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 0,20% e fechou o mês em R$ 2,832 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 2,97% maior, somando R$ 124,36 bilhões no sétimo mês do ano.

Originalmente, essa era a data prevista para a publicação do relatório refente a agosto, mas, devido à greve dos servidores do Tesouro Nacional, os dados de julho não foram divulgados no mês passado. A Fazenda não informou quando os dados de agosto serão disponibilizados. 

Estrangeiros. Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em julho. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 16,41% em junho para 16,23% em julho, somando R$ 459,52 bilhões. Em junho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 465,61 bilhões.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 23,65% em junho para 22,85% em julho. Já o grupo Previdência aumentou a fatia de 23,57% para 24,36% na passagem do mês.

Os Fundos de Investimentos ampliaram a participação de 20,91% para 21,22% no período. Já as seguradoras tiveram redução na parcela da dívida interna de 4,41% para 4,37%.

Títulos. A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) caiu de 36,30% em junho para 35,23% em julho. Já os papéis atrelados à Selic aumentaram a fatia, de 25,75% para 26,16%.

Os títulos remunerados pela inflação subiram para 34,25% do estoque da DPF em julho, ante 33,73% em junho. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 4,22% em junho para 4,36% em julho.

Mesmo com a queda, a parcela de prefixados continua acima da banda superior da metas do Plano Anual de Financiamento (PAF), enquanto a fatia de títulos remunerados pela Selic continua abaixo do limite inferior. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2016 é de 31% a 35%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 30% a 34%. 

No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 29% a 33% e, portanto, esse grupo também segue desenquadrado. Somente os títulos cambiais, com meta de 3% a 7%, já estão dentro do PAF de 2016. 

Ao anunciar o resultado da dívida de junho, o Tesouro havia colocado a possibilidade de revisão de algumas metas do PAF em agosto. Mas o documento de hoje, no entanto, não trouxe nenhuma alteração nos limites propostos para este ano.

Tesouro Direto. As emissões do Tesouro Direto somaram R$ 1,579 bilhão em julho, enquanto os resgates totalizaram R$ 554 milhões. Com isso, o programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registrou emissão líquida de R$ 1,024 bilhão em julho.

Os títulos mais demandados pelos investidores foram os remunerados por índices de preços, que responderam por 59,74% das emissões no período. Em seguida, vieram os títulos atrelados à taxa Selic, com 25,87% das vendas. 

O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 34,154 bilhões em julho, alta de 4,16% em relação ao mês anterior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.