Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas
Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

Estoque de capital brasileiro no exterior aumenta 3% em um ano

Volume de ativos brasileiros no exterior atingiu US$ 456,6 bilhões no fim de 2016, uma alta de 3,08% em relação a 2015

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2017 | 17h13

BRASÍLIA - O Banco Central informou nesta terça-feira, 26, que o estoque de ativos brasileiros no exterior atingiu US$ 456,6 bilhões no fim de 2016, uma alta de 3,08% em relação a 2015. Oficialmente, esses ativos entram na categoria de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE).

Do total, US$ 335,4 bilhões (73,4%) dizem respeito a Investimento Brasileiro Direto - ou seja, investimento produtivo direto feito por empresas brasileiras em outros países. Nesta rubrica, US$ 307,6 bilhões referem-se a participações no capital e US$ 27,8 bilhões a operações entre companhias.

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Dentro do estoque total de ativos, outros US$ 31,3 bilhões dizem respeito a investimento em carteira feitos por brasileiros no exterior: são US$ 22,3 bilhões em ações e US$ 9,0 bilhões em ativos de renda fixa. Derivativos (US$ 737 milhões) e outros investimentos (US$ 89,2 bilhões) completam o montante total. Na rubrica outros investimentos, destaque para o volume de moeda e depósitos que os brasileiros mantêm no exterior: US$ 45,3 bilhões.

 

Repatriação. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, as estatísticas de CBE também foram atualizadas em função do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (Rerct), também conhecido como programa de "repatriação". Por dele, famílias e empresas puderam regularizar no ano passado recursos não declarados no exterior até 31 de dezembro de 2014. Essa regularização exigiu uma declaração retificadora de CBE ao BC, sendo que os novos dados foram incorporados, agora, às estatísticas.

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Segundo Rocha, houve um crescimento de US$ 53,6 bilhões do volume de ativos brasileiros no exterior de 2013 para 2014 em função do Rerct. Deste total, US$ 32,2 bilhões (60%) referem-se a Investimento Brasileiro Direto. "Ou seja, aqueles brasileiros que aderiram ao Rerct mostraram que os instrumentos que detinham no exterior eram empresas que abriram por lá", explicou Rocha. A segunda rubrica mais relevante no caso do Rerct é de moedas e depósitos mantidos no exterior, em um total de US$ 6,4 bilhões (11,8%).

 

O BC informou ainda onde estavam, no exterior, os ativos regularizados por meio do Rerct. Do total de US$ 53,6 bilhões, um montante de US$ 14,4 bilhões (26,9%) estava nas Ilhas Virgens Britânicas. Outros US$ 9,3 bilhões (17,4%) estavam no Panamá, US$ 7,7 bilhões (14,4%) nas Bahamas, US$ 6,6 bilhões (12,3%) na Suíça e US$ 3,8 bilhões (7,1%) nas Ilhas Cayman. "Como esperado, a parte expressiva onde estava os ativos era de paraísos fiscais", destacou Rocha.

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