Estoque de crédito cresce 1,4% em junho

A média diária de concessões de crédito em junho, no entanto, recuou 4,5%, puxada pela queda de 8,8% nas concessões para as empresas

Fábio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 12h53

O estoque de crédito na economia brasileira cresceu 1,4% até o dia 13 de junho, na comparação com os primeiros nove dias úteis de maio, informou há pouco o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. O estoque de financiamento para pessoas físicas subiu 1,9% e, para pessoa jurídica, 0,9% no mesmo período de comparação. 

A média diária de concessões de crédito em junho recuou 4,5%, puxada pela queda de 8,8% nas concessões para as empresas. Para pessoas físicas, houve uma alta de 0,2% na média diária das concessões de crédito.

O juro médio do crédito livre subiu para 40,5% ao ano, em junho até o dia 13, alta de 0,5 ponto porcentual em relação a maio. As taxas de juros para pessoas físicas aumentaram 0,8 ponto porcentual, atingindo 47,6% no período e, para pessoas jurídicas, o aumento foi de 0,3 ponto porcentual, chegando a 31,4% ao ano.

O spread médio das operações de crédito livre subiu 0,8 pontos porcentuais até 13 de junho, atingindo 28,7 pontos porcentuais. Nas operações de financiamento das pessoas físicas, o spread subiu também 0,8 pontos porcentuais e para pessoa jurídica, 0,7 pontos porcentuais. 

Projeção

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, elevou de 13% para 15% a projeção de crescimento do estoque de crédito na economia brasileira em 2011. Com a mudança, o BC volta à sua projeção do início do ano, que havia sido reduzida em março. O novo número ainda está dentro da faixa que o presidente do BC, Alexandre Tombini, considera adequada. A projeção para a relação crédito/PIB foi mantida em 48%.

Segundo Maciel, a nova projeção reflete o desempenho ocorrido até agora e fatores como juros mais altos e inflação, que acabam por inflar o estoque de crédito concedido. Ele enfatizou que essa projeção considera uma moderação na trajetória do crédito no segundo semestre. "Nossa leitura continua sendo de moderação do crédito ante 2010", disse Maciel, que avalia que a taxa de expansão em 12 meses, que ainda está na casa de 20%, vai se desacelerar ao longo do próximo semestre. "O crédito cresce este ano de maneira mais comedida do que no ano passado", afirmou o técnico do BC.

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