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Estoque de crédito sobe 2,1% em setembro

No mês, indústria e serviços desbancaram a habitação do pódio da alta do crédito

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 10h44

BRASÍLIA - O estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu em setembro 2,1% ante agosto, atingindo R$ 1,929 trilhão, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Com isso, o estoque de crédito passou de 47,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto para 48,4% do PIB no mês passado. No acumulado do ano, o crédito tem expansão de 13,1% e nos últimos 12 meses encerrados em setembro, alta de 19,6%.

O crédito com recursos livres teve em setembro alta de 1,7% ante agosto, acumulando expansão de 11,7% no ano e de 17,4% em 12 meses. Já o crédito com recursos direcionados registrou no mês alta de 2,9%, acumulando no ano aumento de 15,7% e em 12 meses, de 23,6%.

A média diária das concessões do crédito livre teve alta de 3,4% em setembro ante agosto. No acumulado do ano, esse indicador teve expansão de 7,1% e, em 12 meses, de 6,4%.

A média diária de concessões para a pessoa física também subiu 3,4% em setembro ante agosto, acumulando no ano alta de 13,8% e, em 12 meses, expansão de 8%. Para pessoa jurídica, o movimento no mês também foi de 3,4% de alta, mas o desempenho acumulado no ano mostra expansão de apenas 3,1% e, em 12 meses, de 5,4%.

No mês, habitação perde posto de maior alta do crédito

O crédito para habitação perdeu o pódio da liderança na expansão dos empréstimos em setembro. No nono mês do ano, os segmentos que lideraram a expansão de crédito foram indústria e serviços.

Segundo o BC, as operações para a indústria tiveram expansão de 2,6%, totalizando R$ 401,945 bilhões. A mesma taxa de crescimento ocorreu no financiamento ao setor de serviços, totalizando R$ 329,952 bilhões.

O crédito habitacional teve expansão de 2,2% em setembro, com o total da carteira de crédito do setor somando R$ 184,675 bilhões.

Já os financiamentos para pessoas físicas avançaram 0,9% em setembro, somando R$ 606,623 bilhões. Esse segmento foi o que registrou o menor crescimento no mês passado.

Em 12 meses, no entanto, a habitação segue líder, com crescimento de 47,3%, ante 15,9% da indústria, 19,2% nos serviços e 16,8% nas pessoas físicas.

Juro cai

A taxa de juros média do crédito livre recuou em setembro para 39%, ante 39,7% em agosto. A taxa para as pessoas físicas caiu de 46,2% ao ano em agosto para 45,7% em setembro, enquanto para pessoas jurídicas a taxa cedeu de 30,9% para 30,0%, na mesma base de comparação.

O spread bancário médio, apesar disso, teve alta, passando de 27,8 pontos porcentuais para 28,1 pontos porcentuais. O spread médio para pessoa física subiu de 34,4 pontos porcentuais para 35 pontos porcentuais, enquanto para pessoa jurídica houve discreto recuo, de 19 pontos porcentuais em agosto para 18,9 pontos porcentuais em setembro.

Inadimplência

A inadimplência média do crédito com recursos livres ficou estável em setembro ante agosto, em 5,3%. A inadimplência para pessoa física manteve-se em 6,8% no período, enquanto para pessoa jurídica teve pequeno recuo, passando de 3,9% para 3,8%.

O prazo médio do crédito livre recuou em setembro para 489 dias corridos, ante 493 dias corridos em agosto. O prazo nas operações com pessoa física caiu de 585 dias para 584 dias corridos, no mesmo período, enquanto para pessoa jurídica recuou de 406 dias corridos para 400 dias corridos.

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