Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Estoques do iPad 2 acabam no primeiro dia de vendas

No começo da noite de ontem, o tablet da Apple já estava esgotado nos principais sites de varejo do País

Renato Cruz, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

Tem gente achando que o mercado brasileiro anda com pouco prestígio na Apple. O primeiro lote de iPad 2 destinado ao País foi tão pequeno que os estoques de varejistas importantes acabaram antes de se encerrar o dia de ontem, o primeiro em que o aparelho foi colocado à venda no Brasil.

No começo da noite de ontem, já não era possível comprar nenhum modelo do iPad 2 nos sites da Fast Shop, Fnac, Saraiva, Extra, Submarino e Americanas.com. O site do Submarino até mostrava um banner do Xoom, tablet da concorrente Motorola, na primeira página, talvez para tentar atrair o cliente que estava em busca do iPad e não achou.

A Fnac ainda tinha algumas unidades nas lojas, mas a previsão era de que elas se esgotassem antes do fim do expediente. A empresa não soube informar quando receberá um novo lote. No lançamento do primeiro iPad, havia um cronograma de entregas.

Nas lojas físicas da Saraiva, também havia ontem alguns tablets disponíveis, mas eram poucos. A Saraiva espera receber um novo lote da Apple no fim da próxima semana. Na própria loja online da Apple o prazo de entrega era de uma a duas semanas.

Cerca de 200 pessoas foram ao Shopping Iguatemi para comprar o iPad 2, que começou a ser vendido a 0h de ontem. A Apple preferiu não comentar quando chegarão os próximos lotes de seu tablet no Brasil.

Tablet caro. O iPad 2 brasileiro custa mais que o dobro do americano. O modelo mais barato sai por R$ 1.649 por aqui. Nos Estados Unidos, custa US$ 499 (R$ 810,78).

Apesar disso, ele ainda leva alguma vantagem de preço sobre concorrentes. O Xoom, da Motorola, tem preços a partir de R$ 1.900. O Galaxy Tab, da Samsung, sai por R$ 1.749. O MyPad, da Semp Toshiba, é um pouco mais barato, custando a partir de R$ 1.399, mesmo preço do V9, da ZTE. Todos os concorrentes do iPad usam o sistema operacional Android, do Google.

Na segunda-feira, foi publicada no Diário Oficial da União uma medida provisória desonerando a produção de tablets. Os aparelhos fabricados no País não pagarão PIS e Cofins. Para que o benefício comece a valer, ainda precisa ser publicada uma portaria interministerial do Processo Produtivo Básico (PPB) dos tablets e as portarias autorizando cada fabricante a se beneficiar do incentivo.

Segundo o governo, existem doze fabricantes interessados em produzir tablets no País, incluindo a taiwanesa Foxconn, que produz o iPad 2. A expectativa é que a empresa comece a fabricar os tablets da Apple em Jundiaí (SP) no começo do segundo semestre. Com os incentivos anunciados pelo governo, os preços podem cair 36%.

Os tablets não puderam se beneficiar das reduções de impostos que já são previstas para notebooks porque não têm teclado. O governo precisou criar uma nova categoria de produtos para enquadrá-los.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.