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'Estou agoniada. Não sei o que fazer', diz investidora da poupança

Patrícia Moreira, nos últimos anos, tem investido suas economias na poupança

Carla Menezes, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2019 | 04h00

O novo corte nos juros básicos da economia (Selic), anunciado na quarta-feira, 30, pelo Banco Central, levando a taxa para a mínima histórica de 5,0% ao ano, deixa os brasileiros que têm na poupança seu principal investimento em uma situação inusitada: em vez de verem seus rendimentos renderem, podem perder dinheiro. 

É o caso de Patrícia Moreira, 28 anos, assistente de marketing e relacionamento com o cliente. Nos últimos anos, ela tem investido suas economias em uma caderneta de poupança e, agora, não tem a menor ideia do que fazer.

“Agora estou agoniada, não sei o que fazer. Vou ficar mais atenta e pesquisar outras formas de aplicações na internet. Acho que não é a primeira vez que isso acontece, de a gente que tem dinheiro em poupança acabar tendo prejuízo, mas acho que é o momento de raciocinar e pensar em investir em outras coisas.”

A estudante universitária Gabriela Cavalcante, de 21 anos, tem guardado o dinheiro que conseguiu nos últimos três anos com estágios na poupança, mas já vinha pensando em outras alternativas. “Eu já estava planejando passar meu dinheiro para uma conta do Nubank (fintech brasileira) que além de ser segura, não vai cobrar taxas. Não passei ainda por preguiça e medo, porque apesar de saber que é seguro, é um banco que não é físico.” Segundo Gabriela, o pai tem insistido para que ela faça uma previdência privada. “Não quis fazer porque o dinheiro fica preso lá e você só pode sacar uns anos depois, apesar de ficar rendendo.” 

O trainee Jonathas Pereira, de 25 anos, tirou suas economias da poupança quando começou a estudar mais sobre o mercado financeiro há quase um ano. “Eu já sabia (que a Selic ia cair) porque acompanho as previsões de mercado.”

Pereira disse que hoje investe em títulos com lastro na inflação (IPCA+), deixa seu dinheiro no Nubank e compra fundos imobiliários.

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