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'Estou fazendo freelas pra ganhar bem menos'

Desempregada desde agosto do ano passado, publicitária não encontra vagas compatíveis com seu nível de experiência

Rodolfo Mondoni e Teresa Patrícia Oliveira, Especiais para O Estado

29 Maio 2015 | 09h00

A publicitária Juliana Aquino, de 33 anos, enfrenta dificuldades para encontrar um novo emprego desde que foi demitida em agosto de 2014.

Com quase dez anos de formada, Juliana reclama da falta de vagas adequadas ao seu perfil. "Está muito difícil. Só aparecem vagas para juniores. 

Estou fazendo freelas pra ganhar bem menos do que ganhava, porque não aparecem propostas compatíveis".

Antes de ser demitida, Juliana trabalhou por três anos no mercado imobiliário, no setor de marketing de uma incorporadora. A justificativa para sua demissão foi algo que tem se tornado cada dia mais comum: "a desaceleração do mercado".

A saída para manter as contas em dia nesse período em que está fora do mercado de trabalho é conseguir empregos temporários e aproveitar o tempo para se qualificar. "Fiz três cursos de marketing online no início do ano. Cortei todos os gastos possíveis e estou vivendo com o mínimo dos freelas. Tinha uma reserva boa que acaba agora em junho", disse.

Uma das estratégias da publicitária para encontrar emprego é participar de grupos no Facebook que oferecem vagas. Além disso, ela disse que é preciso estar aberta a novas possibilidades. 

"Consegui por meio de um desses grupos um freela de assistente de produção gráfica, em uma agência com um foco que nunca havia trabalhado. E estou concorrendo a uma vaga que encontrei no mesmo grupo. Estou torcendo pra dar certo logo", desabafa. 

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