MARCELO GONÇALVES/SIGMAPRESS
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Estradas paulistas ficam vazias no feriado

Muita gente desistiu de viajar por causa da crise de abastecimento de combustíveis

José Maria Tomazela, SOROCABA

01 Junho 2018 | 05h00

O feriado prolongado de Corpus Christi começou com estradas e praias vazias no Estado de São Paulo. Em algumas rodovias, tinha menos carros até do que num dia comum. Em razão da crise no abastecimento de combustível causada pela greve dos caminhoneiros, muita gente desistiu de pegar estrada.

As praças de pedágio da rodovia Castelo Branco, entre Sorocaba e São Paulo, estavam com 50% das cabines abertas de manhã e no início da tarde. Normalmente, em feriados prolongados, todas as cabines de cobrança funcionam.

O comerciante Adauto Lessa, de Sorocaba, foi com a família até um outlet na rodovia Castelo Branco, em Mairinque. “Com esse problema, a gente tem de ir e voltar com o combustível que tem no tanque, por isso optamos por um passeio de 80 quilômetros, entre ida e volta”, disse.

O movimento era tranquilo também no Sistema Anhanguera-Bandeirantes. De acordo com a Agência dos Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), por causa da excepcionalidade do feriado, afetado pelas paralisações dos caminhoneiros, as concessionárias não estavam fazendo balanços parciais do movimento nas estradas. O balanço será divulgado apenas na segunda-feira, mas as câmeras online não registravam congestionamentos.

No Corpus Christi de 2017, 2,9 milhões de veículos circularam pelas principais rodovias que atendem a Região Metropolitana de São Paulo.

Praias. Num dos principais feriados prolongados do ano, poucas pessoas se arriscaram a pegar o rumo do litoral. O trânsito de carros em direção às praias era muito baixo. Nas principais cidades, os restaurantes da orla estavam com as mesas vazias.

“Está desolador ver as praias sem gente. Espero que o movimento melhore nos próximos dias”, disse a comerciante Esther Pestellero, dona do restaurante Paraíso, na praia do Boqueirão, em Praia Grande. 

Em Peruíbe, hotéis e pousadas registraram até 80% de cancelamentos, disse o diretor de Comunicação da prefeitura, Celso Vernizzi. “É o pior feriado da história. Estamos com apenas 30% dos turistas que eram esperados.”

Segundo ele, a cidade já está com combustível e os ônibus voltaram a circular. “A esperança é de que, com o abastecimento voltando ao normal, os turistas ainda apareçam para o fim de semana.”

No Guarujá, as praias também estavam quase vazias. Sem clientes, alguns restaurantes fecharam à tarde.

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