Estrangeiro volta à Bolsa

O investidor estrangeiro está voltando à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No mês, até o dia 20, o fluxo de capital externo no pregão paulista ficou positivo em R$ 1,832 bilhão, segundo números divulgados ontem pela Bovespa. Desse total, porém, R$ 1,322 bilhão correspondeu ao leilão de compra de ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Telesp Celular pela Portugal Telecom. No ano, as saídas de recursos ainda superam as entradas em R$ 99,6 milhões.Segundo alguns operadores, a diminuição da instabilidade externa, marcada pelo anúncio de indicadores apontando a desaceleração da economia norte-americana, fez com que alguns investidores voltassem a apostar em ativos de maior risco, como as ações brasileiras. Com taxas menores, as perspectivas para as empresas melhoram. Além disso, é possível que haja uma migração de parte do dinheiro aplicado em renda fixa para os fundos de ações, pois a queda das taxas de juros torna menos atraente o investimento em aplicações como os fundos DI, de renda fixa e CDBs.Mas há analistas que não acreditam nessa possibilidade, pois a maior parte dos recursos estrangeiros que entraram no pregão em junho veio para o País para aproveitar a possibilidade de troca de ações da Telesp por Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da Telefónica. Segundo Neves, o administrador que tem ações da Telefónica na Bolsa de Madri ou em Nova York vende os papéis da empresa espanhola, traz os dólares para o Brasil e compra as ações da Telesp, para trocá-las depois pelo BDR. Como as ações da empresa paulista estão mais baratas, o investidor embolsa a diferença. Ontem, o ganho nessa operação com as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) era de cerca de 5%.

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