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Estrangeiros elogiam o País e sinalizam investimentos

O atual crescimento econômico do Brasil, abaixo do previsto e inferior ao de outros grandes países emergentes, parece não incomodar os investidores estrangeiros. O País foi alvo de elogios nos diversos seminários paralelos promovidos por bancos de investimentos privados durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial."O crescimento parece preocupar muito mais o pessoal no Brasil do que aqui fora", afirmou Paulo Vieira da Cunha, diretor de relações internacionais do Banco Central, que participou neste domingo de um evento promovido pelo Institute of International Finance (IIF), entidade que reúne os principais bancos privados do mundo.Vieira da Cunha afirmou que, ao contrário do passado, a situação econômica do País não gera preocupação. "Tanto que estamos sendo pouco questionados pelos investidores, eles estão muito tranqüilos", acrescentou.O vice-presidente do banco Goldman Sachs e ex-secretário do Comércio dos Estados Unidos, Robert Hormats, disse que o governo brasileiro "tem feito um excelente trabalho", reduzindo sua inflação e vulnerabilidade externa.Ele lembrou que seu banco foi que lançou, em 2003, o conceito dos países "Brics", que prevê que as economias do Brasil, Rússia, China e Índia vão se tornar potências econômicas nas próximas décadas. "A promessa dos Brics é cada vez mais forte", apontou Hormats.Segundo ele, a comparação entre as taxas de crescimento brasileira e de outros grandes emergentes asiáticos é equivocada. "A China e a Índia, por exemplo, estão em um estágio de desenvolvimento muito diferentes e têm uma enorme contingente de força de trabalho, muito barato", disse. "Além disso, a expansão do Brasil e de outros países da América Latina continua sendo limitada pelos gargalos na economia, que se rompidos podem trazer de volta a ameaça inflacionária."Hormarts, a exemplo dos demais investidores estrangeiros e do FMI, acredita que o País somente alcançará maiores taxas de crescimento do PIB gradualmente, desde que implemente novas reformas estruturais. "Principalmente um reforma trabalhista, que aumentaria a produtividade da economia brasileira, a exemplo do que ocorre na Ásia emergente."O analista de um banco europeu, após participar de um seminário organizado pelo banco JP Morgan, observou que os mercados continuam muito favoráveis ao Brasil, apesar do aumento das incertezas externas nos últimos meses. "A eleição presidencial é considerado um ´não-evento´ e o crescimento não preocupa", disse. "O que venho ouvindo de todos os investidores é o seguinte: aproveite os momentos de baixa para comprar os ativos brasileiros, pois o potencial deles continua positivo."

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