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Estrangeiros levantam Bovespa em sessão de giro fraco

O ingresso continuado de investimentos estrangeiros levou a Bovespa de volta ao azul nesta sexta-feira após 3 sessões de baixa, em dia de giro fraco, antes de feriado prolongado nos Estados Unidos.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

22 de maio de 2009 | 17h56

O Ibovespa subiu 0,96 por cento, para 50.568 pontos, descolando do movimento errático de Wall Street, onde os principais índices acabaram fechando o dia no vermelho.

A sessão foi morna, com apenas 3,6 bilhões de reais em negócios, o menor giro diário desde 27 de março.

"Os estrangeiros não estão deixando os ações caírem abaixo de uma certa faixa de preço", disse André Hanna Farath, analista da corretora Interfloat.

Segundo operadores, a entrada líquida de recursos externos na bolsa paulista, que somou 4 bilhões de reais apenas nos primeiros 19 dias de maio, prosseguiu nesta sexta-feira.

Durante as primeiras horas da sessão, os investidores acompanharam mais de perto os movimentos das bolsas de Nova York, que oscilou ao sabor do temor de que a fragilidade fiscal dos Estados Unidos leve o país a perder a nota máxima de crédito das agências de rating.

Esse receio, depois que a Standard & Poor's deu sinalização negativa para a nota "AAA" da Grã-Bretanha e que já empurrara Wall Street para baixo na quinta-feira, foi parcialmente desfeito depois de a Moodys' ter assegurado que a nota dos EUA não está em risco.

No final da tarde, a cautela prevaleceu por lá, com os investidores preferindo evitar posições mais arriscadas devido aos três dias de recesso, com o feriado norte-americano do Memorial Day, na segunda-feira. O índice Dow Jones teve baixa de 0,18 por cento.

No âmbito doméstico, entretanto, a disposição por compras seguiu firme, depois de um movimento de realização de lucros que desde terça-feira havia feito o Ibovespa escorregar 2,7 por cento.

As blue chips domésticas ditaram o tom da recuperação, com destaque para os setores financeiro e de commodities, este último favorecido pela alta nos preços do petróleo e de metais.

No segmento financeiro, BM&F Bovespa foi a vice-líder de ganhos do índice, subindo 4,5 por cento, para 10,40 reais. Itaú Unibanco avançou 1,3 por cento, cotada a 30,38 reais.

Entre as companhias ligadas a matérias-primas, Petrobras viu sua ação preferencial subir 1,1 por cento, para 32,87 reais. A preferencial da Vale teve ganho de 0,4 por cento, para 32,45, mesmo depois de a mineradora ter reduzido de 14 para 9 bilhões de dólares seu plano de investimentos em 2009.

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