Estratégia do G-21 é manter unidade, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que a estratégia do chamado G-21, o grupo composto, na verdade, por 22 países emergentes que luta pela queda das barreiras a seus produtos agrícolas nos países desenvolvidos, deve "manter a unidade, continuar trabalhando com capacidade técnica, com firmeza, como fez em Cancún, mas ao mesmo tempo, com flexibilidade negociadora".Ele disse, no programa "Bom Dia, Brasil", da Rede Globo, que o objetivo do grupo, na rodada da negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) em nível ministerial travada em Cancún, no último fim de semana, era obter resultados concretos, e lamentou o impasse nas negociações. "Mas foi melhor termos chegado a essa situação, em que você tem uma perspectiva de poder continuar partindo de uma base favorável, do que ter um acordo excessivamente modesto e ter de esperar mais 15 anos para começar outra rodada sobre um fundo de tema livre", ponderou. "Foi uma grande vitória termos conseguido manter a unidade desse grupo, nos termos apresentado como um ator confiável, como interlocutor efetivo nas negociações. Isso é a primeira vez que ocorre: que a União Européia, os Estados Unidos e esse grupo de 22, agora, se sentasse a uma mesa de negociações. "Isso nunca aconteceu".

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