Estreia no varejo colocou a fabricante em outro patamar

Até 2004, a Positivo fornecia computadores apenas para escolas. Hoje a empresa brasileira está entre as maiores do mundo

, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

O paranaense Helio Rotenberg, então com 27 anos, tinha acabado de voltar de um mestrado em informática no Rio de Janeiro e ainda não sabia o que fazer da vida. Depois de ver na TV o anúncio de uma escola de informática de Curitiba, ele se ofereceu aos donos do Grupo Positivo (na época, cinco professores de cursinho pré-vestibular) para ser o diretor da área de informática da rede de escolas. O ano era 1989. Um ano depois, convenceu-os a criar uma fábrica de computadores. Com capital aberto desde 2006, a Positivo faturou R$ 2,8 bilhões no ano passado e emprega 5,6 mil funcionários nas suas três fábricas ? Curitiba (PR), Ilhéus (BA) e Manaus (AM).

Durante anos, a empresa só vendia computadores e softwares para escolas. No varejo, ela só entrou em 2004, estratégia que catapultou a Positivo ao clube dos maiores fabricantes do mundo em muito pouco tempo. Em março, ela bateu a marca de 6 milhões de unidades vendidas.

A Positivo estreou no varejo justamente quando alguns grandes fornecedores mergulharam numa crise financeira ? o caso mais conhecido é o da Metron. Por causa disso, o varejo estava totalmente desabastecido. Atenta às oportunidades, a companhia começou a se preparar. Para ganhar a confiança dos lojistas, primeiro consertou os computadores devolvidos pelos clientes que estavam nos estoques. Com a tarefa concluída, começou a vender.

No ano seguinte, a empresa foi beneficiada pela redução dos impostos e pelo aumento da fiscalização do contrabando, que diminuiu a força do mercado cinza. No fim de 2004, o computador mais barato custava R$ 1.999. Hoje é possível comprar uma máquina pela metade desse preço.

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