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Estrutura da empresa pode impedir o desenvolvimento

Executivo lembra que em grandes companhias é difícil haver espaço para todos os seus talentos crescerem

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2013 | 02h09

O gerente da divisão de vendas e marketing da Robert Half, Jorge Martins, identifica dois tipos de profissionais que estão na zona de conforto. O primeiro é aquele que a empresa sabe que está acomodado, mas a estrutura não permite mudá-lo de função ou propor-lhe novos desafios. O segundo é aquele que quer crescer somente pelo tempo de serviço e não por mérito.

Todavia, Martins é de opinião que, nos dois casos, a empresa - seja diretamente o líder ou o departamento de recursos humanos -, dever ser responsável pelo desenvolvimento do profissional na companhia.

Para ele, os feedbacks devem ser constantes sempre com o propósito de desafiar o funcionário, assim como oferecer treinamentos e novos projetos com metas definidas e prazos estabelecidos. "É um dever da empresa ver e resolver a questão."

Na visão de Martins nem sempre o profissional que está na zona de conforto é um funcionário ruim. Muitas vezes ele tem potencial para desenvolvimento e sabe disso. Mas em alguns casos - principalmente em grandes corporações - a estrutura da empresa não comporta o crescimento de tantos talentos. Esta situação leva alguns profissionais a continuar a desempenhar a mesma função e a se acomodar, uma vez que são bem remunerados e não enxergam novas possibilidades.

Por isso, de acordo com Martins, o profissional precisa conhecer o caminho que a carreira está tomando. "É fácil desempenhar as atividades do dia a dia, executar a demanda, difícil é buscar estratégias para aprimorar o trabalho."

Martins acredita ainda que o acomodado tende a fazer somente o que está dentro das suas atribuições sem pensar em corrigir possíveis problemas e falhas. "Tente olhar o processo como um todo, isso pode fazer a diferença", acredita.

Para Fátima Motta, o profissional que está na zona de comodismo é aquele que rejeita ou se coloca em uma situação contrária a tudo que envolve o desenvolvimento da sua carreira. "As pessoas acomodadas não se desafiam."

Entre os tipos apontados pela sócia-diretora da FM Consultores ela destaca aquele que enxerga o trabalho apenas como um salário para sobreviver. "Não sou contra pensar no salário, dinheiro é importante, mas é preciso se preocupar com o desenvolvimento, ter ambição de aprender e crescer profissionalmente".

Para Fátima, o profissional deve parar de inventar desculpas, como sou muito velho para aprender ou a empresa não paga cursos para mim. "Embora a empresa seja responsável pelo desenvolvimento do profissional, ele não pode jogar totalmente para a companhia essa responsabilidade."

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