''Estudamos trazer a Rolls-Royce ao Brasil''

No mês passado, a montadora BMW anunciou seus planos de construir uma fábrica na América Latina - e informou que o Brasil é um dos candidatos. Agora, o presidente da companhia revela que estuda trazer ao País a marca Rolls-Royce, a mais sofisticada do Grupo BMW.

, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2011 | 00h00

Já há negociação com revendedores para trazer a Rolls-Royce?

Começamos a estudar o assunto há uns quatro meses. Há pessoas interessadas, mas nada está certo ainda.

O Rolls Royce é uma marca de altíssimo luxo. Qual a estratégia para crescer em volume de vendas no Brasil?

Há dois anos, começamos a oferecer carros BMW na faixa entre R$ 90 mil e R$ 120 mil. É um segmento que hoje representa mais de 60% das nossas vendas. Antes, estávamos mais focados nos modelos acima de R$ 130 mil. Nos mercados emergentes, há essa ideia do "aspiracional". Então, trouxemos o "aspiracional possível". Também pulverizamos a distribuição. Desde o ano passado, entramos em mercados como Manaus, Cuiabá e Londrina. O Paraná, aliás, é o nosso segundo maior mercado, no mesmo patamar de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As marcas asiáticas estão entrando com cada vez mais força exatamente nesse segmento de preço. Como vocês vão reagir?

Isso não muda a nossa estratégia no Brasil. Não fico pensando no que os chineses, os franceses, os coreanos vão fazer. Meu desafio é atender à demanda no Brasil. Os asiáticos concorrem com a gente no preço, mas não na tecnologia. Então, eles podem crescer em participação de mercado. Mas não considero que estão na categoria premium. Eles não são comparáveis em quesitos como motorização, aceleração, emissão de gases... Se o consumidor fizer um test drive, vai perceber a diferença. E isso tudo tem um preço.

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