Estudantes criam startups viáveis economicamente e que garantem um futuro sustentável
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Estudantes criam startups viáveis economicamente e que garantem um futuro sustentável

O Currículo de Empreendedorismo do Colégio Visconde de Porto Seguro incentiva estudantes da 1ª série do Ensino Médio a prototipar e realizar projetos produzidos a partir de materiais recicláveis

Colégio Visconde de Porto Seguro, Media Lab Estadão
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23 de outubro de 2019 | 15h13

O mês de outubro foi um marco na vida de 1.257 estudantes do Colégio Visconde de Porto Seguro, que puderam participar de atividades que envolveram muita inovação e tecnologia, com palestras, apresentações de trabalhos científicos, simulações diplomáticas e feira de empreendedorismo.

Desse total, estão os alunos do Ensino Médio dos Câmpus Panamby e Valinhos, que passaram por um processo bastante singular. Depois de meses de muito trabalho, estudo e pesquisas de mercado, eles puderam apresentar suas empresas e seus produtos durante o primeiro Congresso de Jovens Líderes, que foi intitulado de Porto.Komm.

No Porto.komm: Feira de Empreendedorismo foram criadas 22 startups a partir de materiais recicláveis e com planos de negócio cuidadosamente desenvolvidos. Entre os produtos criados está o FINDPET, uma coleira para ajudar na localização dos animais produzida a partir de materiais reutilizados, contendo um GPS retirado de celulares antigos. Segundo o estudante Gabriel Guimarães de Almeida Pimenta, a ideia de desenvolver o produto veio da experiência de muitos amigos e familiares que perderam seus animais de estimação. “Hoje o animal é parte da família, por isso pensamos em uma solução para que as pessoas possam encontrá-los mais facilmente. Nossa coleira também conta com dois QR Codes que, quando escaneados, levam para o site da nossa empresa e para uma mídia social escolhida pelo cliente”, explica.

Produzida com neoprene retirado das roupas de surfistas, cintos de segurança e celulares descartados, a coleira foi montada com a ajuda de universitários da Faculdade de Tecnologia Mauá – apoiadora do projeto. O QR Code, gravado em um recipiente plástico feito em impressora que contém tinta de soja, ajuda a não agredir o meio ambiente. 

“Normalmente, íamos até a faculdade umas duas vezes por semana para aprender a mexer no GPS e conseguir desenvolver o produto. Mas acho que o mais importante foi que aprendemos a trabalhar em grupo, pois no futuro, quando entrarmos em uma empresa, vamos precisar ter um bom relacionamento com as pessoas, e também a trabalhar com prazo”, conta Gabriel.

Práticas de mercado

A estrutura do Currículo de Empreendedorismo do colégio tem foco em habilidades e competências que abrange a argumentação, a pesquisa, a leitura crítica, o raciocínio lógico, além de habilidades específicas de administração, atuação e comunicação nas relações de negócios no Brasil e exterior.

“Nossa preocupação fundamental é dar um significado para as disciplinas que envolvem o empreendedorismo na prática. Por isso, a importância de construir um projeto que trabalhe os conflitos de relacionamento – uma habilidade muito importante no mercado – e a consciência ambiental no desenvolvimento de negócios. Queremos transformar o Ensino Médio em algo significativo, criando alunos conscientes e com propósitos”, conta José Manuel Ribeiro de Melo, coordenador dos Projetos de Empreendedorismo do Ensino Médio.

Para a aluna Fernanda Gofferjé Pereira, que também participou da criação da empresa 4Pet, criar uma empresa realmente não é fácil, mas a experiência foi sensacional. “Há três anos fiquei sabendo desse currículo e eu já me interessei de cara. Entrei não sabendo o que eu queria fazer na faculdade e com o que queria trabalhar. Mas com as aulas de administração, comércio e podendo experimentar a criação de uma empresa, tenho uma ideia melhor do que eu quero para o futuro, tendo que desenvolver o logo, a marca, falar com as pessoas sobre o produto. Queria que todos tivessem essa oportunidade na vida”, diz.

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