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Estudantes têm aula em alemão

Esperança é conseguir emprego na nova fábrica

Ricardo Brandt, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2013 | 03h05

A baiana Cláudia Santos, de 37 anos, chegou a Iracemápolis 12 anos atrás para trabalhar e até hoje conta o dinheiro para fechar as despesas no fim do mês. Encarregada de 23 funcionários de uma pequena metalúrgica que faz peças de reposição para autos, ela sonha em ver os filhos empregados na Mercedes-Benz.

Antes mesmo de saber da chegada da montadora, seu filho mais velho, Edenilton Silva, de 15 anos, foi matriculado em um curso gratuito de alemão oferecido pela prefeitura desde julho deste ano.

"Para nós, a vida vai ficar mais cara, eu sei disso, aluguel, comida, tudo vai subir. Mas penso no futuro dos meus filhos", diz Cláudia.

São quatro - dois meninos e duas meninas. Edenilton, além de alemão, faz aulas de xadrez oferecidas gratuitamente pela prefeitura, no Centro de Educação Artes e Cultura (Ceac).

Francieli Guidoti, de 14 anos, é sua colega nos cursos de alemão e xadrez. "Quero fazer administração e tenho certeza de que profissionalmente falar um idioma como o alemão vai contar muito no futuro", afirma a estudante.

O dono da única escola de idiomas da cidade, João Tomazela, de 50 anos, prevê um aquecimento nos negócios.

"Já vi que uma das exigências curriculares da Mercedes é o inglês. Apostamos em um aumento significativo de procura por cursos de inglês para quem é daqui e também na procura de português para estrangeiros."

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