Estudo aponta 4 milhões de famílias sem renda no País

Um em cada 10 chefes de família viveu sem rendimento monetário no ano 2000. A informação foi dada pelo secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Márcio Pochmann, e faz parte do estudo "Rendimento dos Chefes de Domicílio no Brasil: Evolução dos Indicadores Censitários Estaduais e Municipais entre 1991 e 2000". De acordo com o levantamento, em 2000, havia 4,099 milhões de domicílios sem rendimento, contra 1,375 milhão, em 1991. Em 91, 3,69% do total de chefes estavam sem rendimento, enquanto em 2000 este percentual subiu para 9,15%. A comparação entre rendimento médio real mensal do chefe de domicílio com renda, no período focalizado pelos pesquisadores, no entanto, revela uma variação positiva de 41,9%, no País. Dessa forma, a renda média do conjunto dos chefes cresceu 3,96% como média anual, passando de R$ 542,00, em 91, para R$ 769,00, em 2000.Quando o estudo leva em consideração a totalidade de domicílios no País, o resultado da avaliação acumulada é inferior, de 34,2%, média anual de 3,32%. No mesmo período, o rendimento médio mensal do conjunto passou de R$ 520,54 para R$ 698,63.A região geográfica que registrou maior elevação na quantidade de chefes de domicílios sem rendimento foi a Nordeste, e a menor foi a Sul. Em 2000, havia 1,349 milhão de famílias sem rendimento no Nordeste, ante 392,4 mil, em 91. "Na maior parte das vezes, a expansão do desemprego, bem como das ocupações sem remuneração durante os anos 90, terminou favorecendo a expansão dos chefes de domicílio sem rendimento", diz Pochmann, no estudo.

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