Estudo aponta dificuldade estrutural para reduzir desemprego

Estudo que está sendo concluído pelo Ipea, vinculado ao Ministério do Planejamento, mostra que será muito difícil para o governo reverter o quadro de desemprego. A pesquisa aponta uma mudança estrutural no mercado de trabalho brasileiro a partir da década de 90, que vem impedindo a queda do desemprego mesmo em períodos de crescimento da economia. De acordo com a pesquisa, no início dos anos 90 a pressão por procura de emprego era muito maior, enquanto a taxa de desemprego era relativamente mais baixa. Ano a ano, houve um processo contínuo de redução da população à procura de emprego, enquanto a taxa de desemprego foi aumentando. O descasamento dos dois fatores ficou tão elevado que, a qualquer melhora dos indicadores macroeconômicos, volta a crescer a quantidade de candidatos a emprego, o que mantém alta a taxa final de desemprego, a despeito de eventuais aumentos de postos de trabalho.O economista Lauro Ramos, editor do Boletim de Mercado de Trabalho, não acredita que a redução de três pontos porcentuais nas alíquotas do IPI dos veículos tenha uma resposta decisiva na manutenção de empregos no setor automotivo. "Essa iniciativa não é nova. Já ocorreu no passado e seu efeito é pouco mais do que paliativo. Não é a redução do IPI que vai mudar muito a realidade do setor. Será um efeito pontual, episódico", afirmou.

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