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Estudo aponta setores mais sensíveis à criação da Alca

Os setores de eletroeletrônica, química, brinquedos e alguns segmentos de bens de capital são os mais sensíveis à criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Esse grupo precisará de um prazo maior para a redução tarifária que resultará do acordo. A conclusão é de uma sondagem realizada entre os 50 conselheiros do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a ser divulgada na segunda-feira.O mesmo levantamento mostra que a maioria dos empresários quer a criação Alca, mas com ressalvas. Segundo o diretor-executivo do Iedi, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, os setores mais sensíveis à liberação comercial resultante da Alca são importadores e fortemente afetados por alta carga tributária, logística deficiente e elevados custos de capital. "Além da remoção das barreiras ao comércio, os empresários querem políticas internas que eliminem o viés anticompetitivo da economia brasileira", afirmou.No caso de brinquedos, há uma outra particularidade. O setor ainda não finalizou o processo de ajuste à abertura comercial iniciada nos anos 90, bem como a área têxtil, e padece de altos custos de mão-de-obra. O agronegócio também sofre dos mesmos problemas, mas é compensado pela larga escala de produção e tecnologia obtidas pela necessidade de abastecer o mercado interno.Um resultado que surpreendeu a direção do Iedi foi o prazo médio de 3,5 anos apontado para a redução tarifária, com os setores sensíveis exigindo mais tempo, e outros prontos para a abertura total já na criação da área, prevista para o fim de 2005. "Tudo depende da remoção dos fatores anticompetitivos", disse Almeida.

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