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Estudo da CNI mostra leve recuperação da indústria

A indústria da construção apresentou ligeira melhora no mês de setembro, mostra o estudo Sondagem Indústria da Construção, divulgado nesta quinta-feira, 24, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O indicador de evolução da atividade situou-se em 49,7 pontos no mês passado, ante 47,0 pontos, em agosto. É o primeiro mês do ano que o indicador não mostra retração, segundo a CNI e a CBIC.

AYR ALISKI, Agencia Estado

24 de outubro de 2013 | 12h29

"Ainda é cedo para falar que essa reversão no ambiente, com indicadores menos negativos, significa que o segmento retomará o caminho de forte expansão observado em 2010. Contudo, há sinais de uma tendência de melhora, indicando que o período mais negativo do ano já passou e o fim de 2013 pode voltar a mostrar crescimento na indústria da construção", cita o estudo.

O fato é que o indicador de atividade ainda está abaixo da linha dos 50 pontos, o que não é uma boa notícia. Isso porque é utilizada uma escala que vai de zero a cem. Valores acima de 50 indicam atividade acima do usual. Ou seja, ao atingir 49,7 pontos, houve leve recuperação, mas o indicador de evolução da atividade continua no terreno ruim.

Movimentação semelhante de modesta recuperação foi verificada em outros indicadores do estudo. O nível de atividade em relação ao usual ficou em 46,0 pontos, ante 43,5 pontos, em agosto. O indicador sobre o número de empregados terminou setembro em 47,8 pontos; frente 46,3 pontos, em agosto.

A ligeira recuperação do nível de atividade gerou, de fato, um bom resultado: a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) avançou e terminou setembro em 70%, ante 69% de agosto. Há uma clara diferença entre o resultado das pequenas empresas e das médias e grandes. Enquanto as pequenas mantiveram a UCO em 63%, as médias e grandes alcançaram 72%.

Trimestre

O estudo apresenta também dados sobre a percepção dos empresários do setor sobre a situação financeira, considerando intervalos trimestrais. O indicador é subdividido em quatro itens. Dentro desse grupo, o indicador sobre margem de lucro operacional do terceiro trimestre alcançou 46,3 pontos, ante 44,2 pontos, no segundo trimestre. O indicador sobre acesso ao crédito ficou em 41,8 pontos no terceiro trimestre deste ano, ante 43,2 pontos, no trimestre anterior.

O indicador que apura exclusivamente a percepção sobre a situação financeira fechou o terceiro trimestre em 48,5 pontos; ante 46,7 pontos, no segundo trimestre. Já o indicador sobre preço médio das matérias-primas encerrou o terceiro trimestre em 60,4 pontos; ante 63,3 pontos, no trimestre anterior.

Os empresários da construção foram consultados sobre quais os principais problemas que afetaram o setor no trimestre. O principal problema da indústria da construção continua sendo a elevada carga tributária. No terceiro trimestre de 2013 esse item foi assinalado por 49,7% das empresas da construção. Em segundo lugar aparece "falta de trabalhador qualificado", com 40,0% das respostas. A terceira colocação ficou com o item "falta de demanda", com 27,5% de menções.

Expectativas

A pesquisa feita pela CNI e CBIC apurou também expectativas dos empresários da construção civil para o futuro, considerando o cenário para os próximos seis meses. Nessa apuração, o dados referem-se às percepções do setor relativas ao mês de outubro.

O indicador de expectativa sobre o nível de atividade atingiu 56,0 pontos este mês; ante 54,2 pontos, no mês passado. O indicador sobre novos empreendimentos e serviços ficou em 55,9 pontos em outubro; frente 53,8 pontos, em setembro.

O item que mede expectativa quanto a compras de insumos e matérias-primas ficou em 54,7 pontos este mês, ante 54,2 pontos, no mês passado. Já o indicador de expectativa sobre número de empregados alcançou 54,6 pontos em outubro, ante 52,8 pontos, em setembro. Valores acima de 50 pontos significam perspectivas positivas. Para a elaboração do estudo, foram consultadas 493 empresas, sendo 150 pequenas, 217 médias e 126 grandes. A coleta das informações foi feita entre 1º e 11 de outubro.

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