Estudo do FMI critica ineficiência de bancos na AL

Um estudo publicado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a ineficiência dos bancos da América Latina aliada às altas taxas de juros e maiores exigências legais de manutenção de reservas são os principais responsáveis pelo spread bancário da região estar entre os mais altos do mundo. O spread bancário é a diferença entre as taxas cobradas e as pagas pelos bancos. O estudo do economista R. Gaston Gelos concluiu que, em comparação com outros países em desenvolvimento, esses são os principais fatores que levam a spreads altos.A ineficiência dos bancos latino-americanos estaria aparentemente associada à baixa concorrência na região, segundo o economista.Ele afirma que o alto custo com pessoal e com despesas administrativas "indicam a existência de ineficiências substanciais". O estudo indica que as despesas administrativas representam mais da metade da diferença entre os spreads da América Latina e de outros países em desenvolvimento.Recomendações A solução recomendada por Gelos para diminuir o spread bancário na América Latina seria promover uma concorrência maior, que levaria a mais eficiência.O autor do documento aponta também o arcabouço legal dos países, que muitas vezes protege o devedor, e baixas taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma dos bens e riquezas produzidos por um país -, como fatores que contribuem para o custo mais alto dos empréstimos bancários.O estudo recomenda que os governos tomem iniciativas para fomentar um ambiente macroeconômico propício à queda das taxas de juros, mas não entra em detalhes.Por último, o economista sugere que as exigências legais de reservas bancárias na América Latina também sejam reduzidas para que o spread caia e, conseqüentemente, as taxas de juros cobradas pelos bancos.O autor da pesquisa destaca, no entanto, que "uma questão potencialmente importante" não foi investigada por causa da "limitada disponibilidade de dados" é o papel de impostos sobre transações financeiras nos níveis de spread.

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