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Estudo do Ipea revela visão externa do Brasil

O Brasil deve ficar entre os três países que receberão os maiores volumes de investimentos estrangeiros diretos (IED) nos próximos 12 meses, de acordo com a sexta edição do "Monitor da Percepção Internacional do Brasil", divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa foi a opção com maior porcentual de respostas a essa pergunta, segundo o instituto.

EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

27 de março de 2012 | 11h21

Para 38% dos agentes internacionais entrevistados (consultados, embaixadas, câmaras de comércio, empresas com controle estrangeiro e organizações internacionais com representação no País), o Brasil vai ficar entre os três maiores destinos de investimentos estrangeiros diretos. Outros 36% avaliam que o País ficará entre o quarto e o quinto colocado. O indicador relativo ao tema passou de 43 pontos, em agosto de 2011, para 51 pontos, em março de 2012, em uma escala que vai de cem pontos positivos a cem pontos negativos.

A maior parte dos estrangeiros consultados pelo Ipea avalia que o País terá um crescimento entre 1,6% e 3,5% nos próximos 12 meses. Apenas um terço dos entrevistados estima uma expansão superior a esse porcentual.

O indicador sobre a expectativa de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 12 meses, que chegou a 59 pontos nas duas primeiras edições da pesquisa, realizadas em 2010, caiu para 14 pontos, menor nível entre todas as edições. Na última edição, divulgada em agosto, estava em 30 pontos em uma escala que vai de 100 pontos e -100 pontos.

Em relação à inflação para os próximos 12 meses, o levantamento apontou, na média, expectativa de uma taxa próxima de 5,5%, acima do centro da meta (4,5%). Aumentou, no entanto, a confiança em relação ao controle da inflação, que passou de zero para 23 pontos. O indicador sobre condições de crédito (oferta, prazos e taxas de juros) passou de zero para 14 pontos, o que sugere, segundo o Ipea, a continuidade do processo de afrouxamento das políticas de crédito e juros do Banco Central.

O levantamento também mostra melhora no indicador sobre acesso da população a bens de consumo, que passou de 8 pontos negativos para 27 pontos positivos. Em relação à qualidade de infraestrutura de transportes, comunicação e energia, o indicador passou de 8 pontos negativos para 12 pontos positivos, maior valor nas últimas cinco edições da pesquisa, inferior apenas ao verificado em julho de 2010 (13 pontos).

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