Luis Nova/Estadão
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Estudo mostra que 76,8% dos municípios com a pior gestão fiscal do País estão no Nordeste

As três últimas colocadas ficam na Bahia: Floresta Azul é a pior, seguida de São José da Vitória e Itapitanga

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

28 Julho 2016 | 17h00

RIO - Os municípios com a pior gestão das contas públicas estão concentrados no Nordeste. Na lista das 500 piores cidades no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) de 2015, divulgado nesta quinta-feira, 28, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), 384 (76,8%) estão no Nordeste. 

O Sudeste vem em seguida, com 15% do total. Entre os dez piores, nove estão no Nordeste. Apenas Normandia, em Roraima, a quarta pior do ranking, está fora da região. As três últimas colocadas ficam na Bahia: Floresta Azul é a pior, seguida de São José da Vitória e Itapitanga.

Para o economista-chefe da Firjan, Guilherme Mercês, é preciso melhorar os instrumentos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reforçando o que chama de regras de "comportamento". "Precisamos de regras de comportamento, para que isso não volte a acontecer", diz Mercês. 

O economista também defende a proposta de emenda constitucional (PEC) elaborada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para criar um teto no crescimento dos gastos públicos. Para Mercês, a regra deverá valer para Estados e municípios. 

"O teto nominal é uma solução de médio prazo. No curto prazo, as penalidades da LRF precisam ser aplicadas. Os tribunais de contas têm de fazer auditorias", diz Mercês.

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