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Estudo para retirar gás do pré-sal sai em 2 anos

Diretora de Gás e Energia da Petrobrás diz em palestra que projeto poderá ser desenvolvido apenas pela estatal ou em parceria com um sócio

Daniele Carvalho, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

A diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Maria das Graças Foster, disse ontem que entregará, até março de 2011, a conclusão dos estudos para o escoamento de gás da região do pré-sal. De acordo com ela, a estatal estuda tanto a possibilidade de desenvolver os projetos sozinha, como com a participação de parceiros. "Primeiro será preciso definir se vamos desenvolver o projeto sozinhos ou com sócios. Não precisamos, obrigatoriamente, de alguém no projeto, mas preferimos um sócio. Mas, se complicar muito, vamos sozinhos", disse ela, ao participar de palestra durante almoço na Câmara de Comércio Americana, ontem no Rio. O escoamento do gás produzido no pré-sal é um dos maiores desafios a serem equacionados pela Petrobrás. A raiz do problema está no fato de a nova fronteira petrolífera ficar a cerca de 200 quilômetros da costa, o que inviabilizaria a construção de um gasoduto. A estatal trabalha com a possibilidade de liquefazer o gás ainda em alto-mar, utilizando uma plataforma flutuante. Ainda de acordo com Maria das Graças, entre as dificuldades de se encontrar um parceiro ideal para o desenvolvimento das propostas está a preferência de algumas empresas de entrar como única sócia no negócio."Temos vários sócios em um único cluster (conjunto de blocos exploratórios) e temos de ver o que nos interessa de forma global e não de forma particular, bloco a bloco", acrescenta a executiva. O prazo de 2011, segundo a diretora, precisa ser cumprido porque a construção do projeto de escoamento do gás deve levar cerca de cinco anos para ficar pronto. "Não podemos nos esquecer que o início da operação do pré-sal está previsto para 2017. Este é um trabalho que está envolvendo mais de cem pessoas e é complexo porque será a primeiro desse tipo no mundo", acrescenta Maria das Graças Foster. A executiva informou, também, que a estatal está pronta para entrar no leilão de energia eólica, previsto para ser realizado ainda este ano. "Estamos prontos para participar e vamos nos posicionar com vontade de ganhar. Estamos desenvolvendo os projetos de geração com dois grupos parceiros." TÉRMICASA diretora da Petrobrás disse ontem que enviou carta ao Ministério de Minas e Energia alertando que não cabe à estatal escolher quais térmicas em construção poderão mudar a fonte de geração de energia de óleo combustível para gás natural. "É preciso que se faça uma portaria que dê respaldo jurídico para essa mudança. Nós não podemos definir isso", argumenta ela. A substituição das fontes de energia é uma orientação do ministério, que quer reduzir a emissão de gases poluentes para a atmosfera.

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