Estudo prova distorção no comércio entre ricos e pobres

Apesar das promessas por parte dos governos da Europa e Estados Unidos de combater a pobreza, as tarifas de importação aplicadas por países ricos a países pobres são em média cinco vezes maiores que cobrados entre os países industrializados. A conclusão faz parte de um relatório publicado nesta terça-feira pela entidade britânica Oxfam, que conclui: uma liberação no setor têxtil, por exemplo, criaria 27 milhões de emprego nos países em desenvolvimento. Segundo a Oxfam, a tarifa de importação média dos Estados Unidos para permitir que um produto da Europa ou Japão entre em seu mercado é de apenas 1,6%. Para os mesmos produtos, os países pobres enfrentam tarifas bastante superiores, o que tira a competitividade de suas exportações. A França representa 2,4% das importações dos Estados Unidos. Mesmo assim, paga tarifas 14 vezes menores que Bangladesh para colocar seus produtos no mercado norte-americano. Bangladesh, com seus 41 milhões de miseráveis, representa apenas 0,1% das importações totais dos Estados Unidos e uma camisa vendida por um exportador do país sofre tarifas vinte vezes superiores a uma camisa exportada pelos britânicos.Os Estados Unidos cobram tarifas até cinco vezes maioresSegundo a Oxfam, esses e outros problemas enfrentados pelos países em desenvolvimento perpetuam as diferenças de renda no mundo. Os países pobres, que representam 40% da população mundial, contribuem coma penas US$ 0,3 centavos para a cada US$ 1 que é movimentado com as exportações no mundo.

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