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Estudo sobre retomada de Angra 3 ficará pronto em 2008

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz da Silva, prevê que os estudos finais referentes à retomada da construção da usina nuclear Angra 3 só estarão concluídos no final de janeiro. Segundo ele, a empresa suíça Colenco deverá entregar ao Ministério de Minas e Energia (MME) os estudos reavaliando a usina, considerando que o projeto está com 20 anos de atraso. "Esses estudos serão analisados pelo ministério, depois pela Eletrobrás (que controla a Eletronuclear) e estou prevendo que só em janeiro poderemos tomar a decisão final", previu Silva em seminário para jornalistas promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan). Ele mantém, porém, que a usina entrará em funcionamento em maio de 2014. "O Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) já autorizou o empreendimento. Agora estamos avaliando a melhor forma de implementá-lo", complementou.PreçoOs dirigentes da Eletronuclear admitem que ainda há muitas dúvidas referente à usina, inclusive o preço da energia a ser comercializada. O assessor da presidência, Leonam dos Santos Guimarães, por exemplo, prevê que a tarifa poderá chegar até a R$ 170 por megawatts por hora (MWh), se forem computados nos custos as despesas referentes ao armazenamento e juros pagos durante o período em que a obra ficou parada. O presidente da estatal, porém, considera que esses custos não devem ser considerados, já que foram incorridos "por decisões que ficaram fora da ação da Eletronuclear", observou. Silva estima que a tarifa ficará entre R$ 130 e R$ 140 por MWh. "Não acredito que os estudos da Colenco trarão alguma surpresa", afirmou.Novas usinasO presidente da empresa está otimista quanto ao desenvolvimento do setor nuclear no Brasil. "No mundo todo há um aquecimento muito grande do setor. A questão do aquecimento global favorece muito as usinas nucleares", acentuou. Pare ele, além de iniciar a construção de Angra 3, o governo deverá anunciar o sítio de uma nova central nuclear, possivelmente no Nordeste. A previsão do governo é que o País tenha no mínimo quatro e no máximo oito usinas nucleares até 2030.O novo local a ser escolhido deverá contar com seis usinas nucleares, totalizando uma potência total de 6.600 megawatts (MW), já que cada unidade terá em torno de 1.100 MW, o dobro da central de Angra dos Reis (após a conclusão da terceira unidade). Silva garante que "nenhum" governador do Nordeste manifestou oposição à construção da usina. "Todos querem a usina", afirmou, mas negou que o local já tenha sido escolhido e que ficaria em Pernambuco. "Não há decisão tomada e é uma decisão de governo, levando em conta os estudos técnicos", acentuou. Além de duas centrais no Nordeste, o governo prevê instalar outros dois conjuntos na região Sudeste, mas ele não quis comentar os possíveis locais de instalação.

ALAOR BARBOSA, Agencia Estado

21 de novembro de 2007 | 16h10

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