Estudos para criar Central de Projetos estão avançados

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que estão "avançados" os estudos para a criação da Central de Elaboração de Projetos. "Em princípio, será uma empresa pública. Mas não sabemos ainda se estará vinculada ao Planejamento", afirmou após entrevista coletiva realizada no lançamento da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

CÉLIA FROUFE E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

29 de março de 2010 | 16h49

De acordo com Bernardo, ainda não foi discutida a formação do quadro de pessoal. Apenas está claro, de acordo com o ministro, que os colaboradores serão técnicos especializados, como engenheiros, geólogos e economistas. O ministro acrescentou que o governo se apressará agora em elaborar as regras para o PAC 2. "Vamos fazer portarias, estabelecer critérios para não dar confusão depois", disse.

PSI

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou que o subsídio calculado para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) será de R$ 10,5 bilhões (a valores presentes). Com o anúncio feito hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o programa prevê um desembolso total de até R$ 122 bilhões e financiamentos com prazo médio de oito anos.

O PSI foi lançado durante a crise e prevê financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional. A primeira fase do programa foi de R$ 42 bilhões. Hoje, no lançamento do PAC 2, Mantega anunciou mais R$ 80 bilhões.

O secretário Nelson Barbosa explicou que, para este ano, a previsão de subsídio é de R$ 1,9 bilhão. Esse valor leva em consideração os financiamentos contratados na primeira fase e outros, que poderão reforçar o programa. Segundo Barbosa, em meados de março os R$ 42 bilhões previstos na primeira fase já tinham sido contratados.

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