Etanol sobe 6,39% nos postos de SP e lidera alta do IPC

O preço médio do etanol apresentou alta de 6,39% na terceira quadrissemana de julho (período de 30 dias encerrado em 23 de julho) nos postos da capital paulista, conforme levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com a elevação, superior à de 5,66% da segunda quadrissemana (período de 30 dias terminado em 15 de julho), o item liderou o ranking de altas do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), representando 17,22% de toda a inflação captada pelo indicador.

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

27 de julho de 2011 | 14h20

Em entrevista à Agência Estado, o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, voltou a afirmar que o avanço nos preços do etanol está sendo observado num período atípico. "É estranho, porque não sabemos muito bem se isso está acontecendo por causa de uma menor oferta ou por uma maior procura. Provavelmente, é uma mistura das duas coisas", avaliou.

Se o etanol liderou o ranking de altas na terceira quadrissemana de julho, a gasolina, por sua vez, ainda permaneceu em baixa na capital paulista, de 0,93% ante recuo de 1,48% da segunda leitura do mês. O combustível derivado do petróleo gerou contribuição de -7,34% para o IPC, mas saiu da liderança do ranking de baixas e agora ocupa o terceira posição, atrás do tomate (queda de 11,60% e contribuição de -11,43%) e do item televisor (recuo de 3,43% e representação de -9,40%).

No ranking de altas, logo atrás do etanol, ficou o preço do item combo TV/internet/telefone, que avançou 15,63% e representou 15% da inflação pesquisada. A terceira colocação do ranking ficou com o item contrato de assistência médica, cujo valor médio apresentou alta de 0,82% e respondeu por 11% do IPC da terceira quadrissemana de julho.

Na quarta posição, ficou o item lanche, com elevação de 5,70% e contribuição de 10%. Na quinta posição, com representação de 7%, ficaram empatados os itens viagem (excursão) e energia elétrica. O primeiro subiu 1,88% e o segundo avançou 0,45%. As contribuições de alta no IPC são amparadas no peso que cada item possui no gastos das famílias paulistanas.

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