ETH e Brenco anunciam na 5ª acordo para unir operações

Com associação, as empresas  teriam uma capacidade de processamento de 37 mi de toneladas de cana por ano

Reuters,

17 de fevereiro de 2010 | 12h34

 A ETH Bioenergia, companhia de açúcar e álcool do conglomerado Odebrecht, e a Brenco irão anunciar na quinta-feira acordo para unir suas operações, criando uma das maiores companhias globais do setor.

 

O presidente da ETH, José Carlos Grubisich, e o presidente da Brenco, Philippe Reichstul, participarão do anúncio, em São Paulo, que eventualmente deve se configurar na compra da Brenco, que estava passando por dificuldades de caixa no ano passado e também chegou a negociar com a Petrobrás.

 

As empresas teriam uma capacidade combinada de processamento de 37 milhões de toneladas de cana por ano.

 

A ETH, fundada em 2007, é o braço da Odebrecht para o setor de bioenergia e açúcar. Chefiada por Grubisich, ex-presidente da petroquímica Braskem, ela planejou investimento de R$ 6 bilhões no desenvolvimento de 3 polos de produção em São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

 

A trading japonesa Sojitz possui 33% do capital da ETH.

 

A Brenco, comandada por Reichstul, ex-presidente da Petrobrás, possui entre seus investidores Vinod Khosla, um dos criadores da Sun, e Steve Case, que participou do advento da AOL nos EUA.

 

A Brenco tinha projeto de investir R$ 5,5 bilhões até 2015 para construir até 12 unidades industriais, que seriam reunidas também em três polos de produção.

 

As duas companhias possuem projetos para também gerar energia elétrica a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar.

 

O setor de açúcar e álcool no Brasil está passando por uma nova fase de consolidação, que segue os problemas financeiros que várias companhias tiveram no auge da crise financeira global, que reduziu o crédito em um momento de grande alavancagem.

 

No momento, os preços do açúcar no mercado internacional estão perto dos maiores níveis em 30 anos e o consumo de etanol no Brasil cresce mais de 15% ao ano.

 

No início do ano, a Shell anunciou um acordo com a Cosan, maior empresa de açúcar e álcool do Brasil, para união de ativos no país, enquanto a Bunge informou que pretende investir no setor parte do dinheiro advindo da venda de suas operações de fertilizantes para a Vale. (Marcelo Teixeira)

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