Patricia Cruz/estadão
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Ética e transparência ganham mais importância

Crise econômica e Lava Jato impuseram melhorias no setor de infraestrutura

Letícia Fucuchima, Caio Rinaldi e Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2017 | 05h00

A crise econômica e a Operação Lava Jato da Polícia Federal impuseram melhorias ao setor de infraestrutura do ponto de vista ético e de transparência, afirmou o diretor presidente do Instituto Ehos, Caio Magri, na abertura do Fórum Estadão Infraestrutura: Investimentos e Geração de Empregos, realizado no dia 13, em São Paulo. “Só é possível transformar as antigas práticas, antigos modelos de negócios, se houver um avanço setorial. A boa notícia, que precisa ser comemorada, é de que as principais empresas do setor estão se transformando”, apontou.

Segundo Magri, os mecanismos internos de integridade das empresas evoluíram e adquiriram independência nas companhias. “As mudanças nas empresas são importantes, mas o mercado precisa mudar também”, reforçou.

Para o presidente do Ethos, ainda é preciso modificar a integridade que rege as instituições brasileiras. A criação de um novo modelo de relação público-privada baseada na integridade e transparência, segundo ele, é um desafio para 2018 e fundamental nesse momento de retomada econômica.

Magri também citou a questão política e eleitoral. “É preciso pensar em melhor escolha dos eleitos. Uma reforma política profunda ajudaria.”

Ainda em seu discurso, Magri relembrou que a corrupção é um problema que acompanha a humanidade desde seus primórdios. “Apesar de condenada por todas as filosofias, não era combatida pelos governos, até a segunda metade do século 20.”

Magri citou a Lei Anticorrupção e a das Organizações Criminosas que trouxeram novos avanços. Segundo ele, “a primeira, pelo estímulo aos programas de compliance das empresas, e a segunda, pela ampliação da capacidade investigativa do Estado, com os modernos meios de obtenção de provas”.

Magri explicou que embora possa parecer que esses instrumentos tenham aumentado a corrupção, na verdade, por meio deles foi “possível trazer à tona aquilo que se mantinha oculto, embaixo do tapete”. / C.R., T.B. e L.F.

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