EUA acham que mudança nos juros não deve afetar o Brasil

O sub-secretário de assuntos internacionais do Tesouro dos EUA, John Taylor, disse nesta segunda-feira, ao se reunir com o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, que não vê "mudança grande no mundo que possa afetar a economia brasileira" caso ocorra uma alta na taxa de juros nos EUA. Taylor observou que, nos últimos anos, houve um declínio das taxas de juros nos Estados Unidos que beneficiou o Brasil. Ele acredita que as políticas fiscal e monetária do Brasil e EUA estão levando os dois países ao crescimento.Levy disse que a preocupação com uma possível alta das taxas de juros nos EUA é legítima, mas que ela está acontecendo porque a economia norte-americana está dando sinais de crescimento. De acordo com ele, a questão para o Brasil é acompanhar uma nova fase de crescimento da economia mundial. "Não vamos nos descabelar porque mudou 0,25 ou 0,5 ponto percentual. Vamos nos preparar para fazer o País atraente aos investimentos", afirmou. Levy ressaltou o que Taylor disse sobre o assunto. "Eles não estão vendo um choque no mundo". Sobre a proposta brasileira ao FMI de mudar o cálculo do superávit primário, Taylor foi ambíguo. De acordo com ele, o orçamento do governo federal norte-americano é feito da mesma maneira que o brasileiro, sem distinção entre investimentos públicos e privados. Porém, afirmou, alguns estados norte-americanos fazem essa distinção. Ele ressaltou que o investimento público é muito importante, sobretudo em educação. "Se o governo brasileiro acha que deve fazer mais investimento público, os EUA não se opõem", disse.

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