Kevin Lamarque/Reuters - 1/12/2018
Kevin Lamarque/Reuters - 1/12/2018

EUA alegam que tarifas são defesa contra 'agressões econômicas' da China

Segundo o assessor comercial do governo americano, Peter Navarro, chineses não se comprometeram a mudar práticas contra bases de tecnologia e inovação dos Estados Unidos

Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2018 | 15h03

O diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou nesta sexta-feira, 7, que as tarifas impostas sobre importações da China são feitas para "defender" os Estados Unidos de "agressões econômicas" de Pequim contra as bases de tecnologia e inovação americanas. "Elas tarifas estão funcionando com aço e alumínio", alegou.

Questionado sobre como Washington reagirá se, ao fim da trégua comercial de 90 dias, o governo chinês não oferecer compromissos suficientes de que mudará práticas como transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual, Navarro respondeu sem titubear. 

"Não é uma questão de se retirar, é uma questão de ir adiante na estratégia, que é de simplesmente elevar as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas de 10%, em que estão agora, para '200%'", disse - tratou-se, no entanto, de um aparente erro de fala, já que a expectativa alimentada há meses pela Casa Branca é de uma possível elevação da alíquota para 25%.

Em seguida, ele comentou "para o povo americano" que, até agora, o Tesouro dos EUA arrecadou cerca de US$ 12 bilhões com as tarifas sobre importações. Nesse momento, o economista foi entrecortado pelo apresentador da CNN, que alegou ser uma afirmação que induz ao erro pois as cobranças adicionais são pagas por importadores e consumidores. "Isso é o que chamamos em economia de um problema de incidência de imposto e essas tarifas estão sendo amplamente fardadas pelos exportadores chineses", defendeu-se Navarro.

Segundo o conselheiro da Casa Branca, o presidente Donald Trump reconheceu que "a segurança econômica é a segurança nacional". "A China está em um ponto de inflexão agora em que tem de mudar estruturalmente e vir ao mundo uma nação de livre-comércio e ser pacífica ou continuar fazendo o que está fazendo. Se continuar o que está fazendo, temos um presidente que se levantará contra isso", concluiu.

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