EUA anunciam 'nova fase', com saída de ajuda a bancos

O governo dos Estados Unidos quer comunicar ao mundo que está entrando numa fase de desativação de suas medidas de resposta à crise financeira, mas indica que os programas de empréstimos de emergência aos bancos serão desmontados apenas lentamente. Em comunicado divulgado hoje, antes do discurso do presidente Barack Obama, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que "o processo de saída será prudente, não apressado". "Estamos agora numa posição de ajustar nossa estratégia enquanto mudamos da resposta à crise para a recuperação, do resgate da economia para o reparo e a reconstrução da fundação para o crescimento futuro", afirma Geithner.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 13h37

O comunicado do Tesouro destaca ainda a mudança para uma "nova fase" da estratégia dos EUA para a estabilização dos mercados financeiros e sinaliza uma dependência menor do apoio do governo para o setor privado. Mas reforça que o Tesouro será cauteloso no desmonte dos programas de resgate, de forma a não prejudicar a recuperação econômica em andamento. "A normalização dos mercados financeiros atingida até agora é parcial e frágil, e a recuperação econômica, no melhor dos casos, está em seus estágios muito iniciais", acrescenta a nota.

O desemprego continua alto, a produção está em queda, as execuções de hipotecas aumentam e o crédito ainda está apertado, afirma o Tesouro. "O processo de terminar os programa relacionados à crise deve ser feito de forma a não prejudicar a nascente recuperação econômica", diz o comunicado. Geithner usou o comunicado como mais uma plataforma para defender a necessidade de reforma regulatória. "É imperativo que, como país, tenhamos garantido que as mesmas vulnerabilidades que deram origem a essa recessão não desencadeiem outra", disse. "Para tanto, precisamos aprovar uma ampla reforma regulatória da legislação até o fim do ano".

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