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EUA atacam atuação do País

Para Allgeier, indústria brasileira não será prejudicada

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2026 | 00h00

O governo americano criticou ontem a atuação do Brasil nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). O embaixador americano Peter Allgeier disse ser contra o argumento do Brasil e da Argentina de que terão suas indústrias afetadas como conseqüência da abertura proposta pela OMC.A proposta que está sendo debatida na entidade prevê corte de cerca de 60% nas tarifas de importação, ante o máximo 50% defendido pelo Brasil. Segundo Allgeier, o País terá até 2016 ou 2017 para fazer o corte, que, na visão dele, é tempo suficiente para os ajustes necessários nas empresas.''''Tanto o Brasil como a Argentina terão espaço para designar setores sensíveis. Além disso, a implementação do corte de tarifas ocorrerá em um período de nove anos. Isso significa que o Brasil poderá esperar até 2017 para ter esses cortes e terá todo esse tempo para ajustar os setores mais sensíveis'''', afirmou.Allgeier ainda comentou a divisão da América Latina nas negociações da Rodada Doha. De um lado, Brasil, Argentina e Venezuela defendem uma liberalização menor dos mercados industriais. De outro, México, Chile, Peru, Costa Rica e outros querem cortes mais profundos nas barreiras.''''Os países que adotam uma posição moderada têm, na maioria das vezes, acordos de livre comércio com outros países, muitos deles com os Estados Unidos e a Europa ou estão no processo fechá-los. Acho que isso é uma lição. Os países que já abriram seus mercados vis-à-vis os atores mais competitivos no mundo ainda acham que seria útil ir adiante com a liberalização'''', disse Allgeier.Para o governo americano, a proposta que está sobre a mesa, ainda que atacada pelo Brasil, não é suficiente para romper as barreiras nos grandes mercados emergentes.''''A proposta não é suficientemente ambiciosa e não cria novos mercados'''', afirmou embaixador dos Estados Unidos na OMC, que defende que o texto continue sobre a mesa para que seja negociado a partir de setembro.

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