EUA aumentam pressão para sucessão no Fundo

Sem conseguir falar com seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, preso em Nova York, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já se prepara para abrir o processo de seleção para substituí-lo. Ontem, o Fundo informou que o economista americano John Lipsky, adjunto do francês, será seu substituto na reunião de cúpula do G-8 de Deauville, marcada para a próxima semana, na França. Até lá, porém, Strauss-Kahn já poderá ter sido afastado do cargo por vontade dos Estados Unidos e de alguns países da Europa.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Um porta-voz do FMI confirmou que a direção interina do Fundo tentou contatar ontem Strauss-Kahn para ter um parecer sobre sua situação no cargo, mas não teve sucesso. A pressão pela demissão se intensificou na noite de terça-feira, quando o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou que o executivo "não está em condições de dirigir" o FMI.

Mesmo na Europa, o apoio ao diretor-gerente começa a diminuir. Ontem, o presidente da União por um Movimento Popular, partido da base de sustentação do governo de Nicolas Sarkozy, afirmou que a permanência ou não de Strauss-Kahn no cargo deve ser definida "nos próximos dias".

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