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EUA baixam ainda mais os juros

Alarmado pelos sinais de que a recuperação econômica dos EUA pode estar falhando, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, reduziu a taxa de juros, os Fed Funds, em 50 pontos-base, para 1,25%, o primeiro corte em 11 meses, mas sugeriu que não está inclinado a fazer uma nova redução no juro no futuro ao retirar a tendência de baixa.O Comitê de Política Monetária do Fed (Fomc) votou de forma unânime pelo corte de 50 pontos-base, que ficou acima da expectativa geral de uma redução de 25 pontos-base, trazendo a taxa dos Fed Funds para o menor nível em 41 anos. O Comitê disse que os riscos de uma nova desaceleração econômica agora estão "equilibrados" com o risco de inflação indicando nenhuma necessidade provável para novo corte no juro.O conselho de diretores do Fed também aprovou a redução da simbólica taxa de redesconto de 1,25% para 0,75%.A decisão do Fed surpreendeu Wall Street, pois apenas 6 dos 22 primary-dealers (bancos, corretoras e instituições autorizadas a operarem diretamente com o Fed no mercado aberto) esperavam um corte de 50 pontos-base.A redução deverá impulsionar os preços das ações, mas apenas temporariamente, disseram economistas. Chris Wolfe, analista do JP Morgan em Nova York, disse que a avaliação do Fed sobre a economia "implica que o crescimento da receita das companhias norte-americanas será mais fraco do que se esperava".O Fed trabalhou ao longo dos últimos dois anos para reativar a economia, que mergulhou em recessão no iníco de 2001. As autoridades reduziram a taxa dos Fed Funds em 5 pontos porcentuais desde então, dando a economia o maior estímulo monetário em pelo menos duas décadas.O Congresso ajudou com uma redução de impostos de US$ 1,3 trilhão no ano passado, que também foi o maior em duas décadas. Contudo, a economia continua derrapando. Mesmo assim, muitos economistas não vêem uma recessão no horizonte. Para 2003, as previsões são de um crescimento econômico de pelo menos 3%, ligeiramente acima de 2002.Porém, a taxa de desemprego, que subiu para 5,7% em outubro, deverá crescer ao longo dos próximos meses e não deve cair no próximo ano. A inflação, que já está baixa, provavelmente, vai retroceder sob essas circunstâncias, de acordo com a previsão dos economistas. Veja a íntegra da decisão:"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje reduzir a meta para a taxa dos Federal Funds em 50 pontos-base, para 1,25%. Em ação relacionada, a Diretoria aprovou uma redução de 50 pontos-base na taxa de redesconto, para 0,75%.O Comitê continua a acreditar que uma posição acomodativa da política monetária, aliada a um crescimento subjacente ainda robusto da produtividade, está dando um apoio importante à atividade econômica. Contudo, os dados econômicos que têm saído tentem a confirmar que uma incerteza maior, em parte atribuível a riscos geopolíticos maiores, está atualmente inibindo os gastos, a produção e o emprego. A inflação e as expectativas de inflação continuam bem contidos.Nestas circunstâncias, o Comitê acredita que o afrouxamento monetário adicional de hoje deve mostrar-se útil, à medida que a economia trabalha para superar seu atual ponto fraco. Com esta ação, o Comitê acredita que, contra o pano de fundo de seus objetivos de longo prazo de estabilidade de preços e crescimento econômico sustentável, e das informações atualmente disponíveis, os riscos estão equilibrados no que diz respeito às perspectivas para ambos os objetivos no futuro previsível".

Agencia Estado,

06 de novembro de 2002 | 17h16

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