EUA buscam solução de compromisso para ajuda a montadoras

Empresários pressionam parlamentares por recursos enquanto ajuda de US$ 25 bi continua travada

John Crawley, Reuters

19 de novembro de 2008 | 20h12

Negociadores do Senado procuraram nesta quarta-feira, 14,  moldar um plano conciliatório de ajuda para as abaladas montadoras norte-americanas, à medida em que, sob pressão dos parlamentares, os presidente-executivos do setor justificaram a necessidade de um resgate urgente.    Com a proposta de ajuda de US$ 25 bilhões  ainda travada no Senado, a ênfase dos parlamentares passou para um pacote apoiado pelos republicanos e a Casa Branca. Mas as perspectivas de um acordo ainda estão longe, principalmente porque os parlamentares rejetam a idéia dos  democratas de que a ajuda sairia do programa de auxílio do governo de US$ 700 bilhões. O líder da minoria republicano, Mitch McConnell, afirmou em pronunciamento no plenário que este esforço por um plano conciliatório "é a única prosposta sendo considerada" que possui alguma chance de se tornar lei agora. "Existe um caminho que irá proteger os empregos na indústria automobilística, enquanto nós ainda protegemos nossos contribuintes", afirmou McConnell. Democrata sênior e presidente do comitê bancário, Christopher Dodd, afirmou que está "ansioso para ver algo acontecendo", mas "francamente, a idéia de que isto se torne lei, acho remota". A General Motors, a Ford Motor e a Chrysler estão queimando bilhões de dólares mensalmente e não têm muitas possibilidades para levantar capital no mercado privado devido às péssimas condições financeiras do setor e à crise de crédito global. Presidentes-executivos das três montadoras alertaram o Senado na terça-feira e a Câmara dos Deputados nesta quarta-feira alertar para  uma potencial quebra da indústria e uma dificuldade econômica de maior abrangência se não houver uma ajuda do governo. "Nós não gostamos de estar aqui pedindo isto", afirmou o presidente-executivo da GM, Rick Wagoner. "Sem injeção de liquidez... provavelmente alguma parte da indústria doméstica não irá sobreviver."

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