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EUA caminham para recessão mais longa desde a 2ª Guerra

Previsão é do National Bureau of Economic Research (NBER); Wall Street prevê último tri de declínio do PIB

Nalu Fernandes, de O Estado de S. Paulo,

29 de maio de 2009 | 17h25

A economia dos Estados Unidos atravessou neste segundo trimestre a fronteira que demarca a recessão mais longa da história do país desde a Segunda Guerra Mundial, ou pós-Grande Depressão, de acordo com as medições do National Bureau of Economic Research (NBER). Neste mesmo trimestre, o PIB deve registrar o último declínio trimestral no processo de recessão em andamento, segundo expectativa dos analistas em Wall Street, para então partir para números no território positivo no terceiro trimestre do ano.

 

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Agora em maio, a recessão nos EUA possivelmente entrou no décimo oitavo mês de duração desde o início do processo em dezembro de 2007, que é a data estabelecida pelo NBER, órgão que classifica os ciclos econômicos no país. Isto significa que esta recessão já é, de fato, a mais longa desde o término da Grande Depressão ou da Segunda Guerra, uma vez que as duas mais longas recessões haviam durado 16 meses cada uma, a primeira em meados da década de 1970 a segunda no início da década de 1980.

 

No primeiro trimestre do ano, a duração da recessão atual empatava com aquelas duas anteriores, ao registrar 16 meses. A revisão do PIB hoje, mostra que a economia permanecia em "severa recessão no primeiro trimestre" mesmo com o ajuste de -6,1% para -5,7%, cita o vice-presidente para mercados globais do Bank of New York Mellon, Michael Woolfolk.

 

A queda de 5,7%, no primeiro trimestre deste ano, na sequência do declínio de 6,3% no último trimestre de 2008 mostra que "a contração do PIB nos dois trimestres é a pior em seis décadas", avalia Nariman Behravesh, economista da consultoria norte-americana Global Insight.

 

Agora no segundo trimestre, período em que a recessão atravessou a marca de mais longa na história recente do país, as projeções indicam que a queda do PIB será muito mais branda do que os -5,7% registrados no primeiro trimestre do ano. As previsões em Wall Street indicam que o PIB deve ficar no intervalo entre -3,0% a -0,5% neste segundo trimestre. "Todos os dados sugerem que a taxa de declínio da atividade econômica está tendo desaceleração", acrescenta Behravesh.

 

É interessante observar ainda que o mesmo trimestre no qual a recessão deve passar a registrar 18 meses de duração também deverá o trimestre marcando o último declínio da atividade econômica no país nesta recessão, de acordo com as estimativas dos analistas. Depois do declínio projetado para o trimestre em andamento, os analistas esperam que o PIB do país já atravessará a fronteira do 'zero', marcando nem declínio nem expansão da atividade, e então fechará o terceiro trimestre do ano com PIB com sinal positivo. Grande parte das projeções em Nova York aponta que o PIB dos EUA ficará em torno de um avanço de 1,0% no terceiro trimestre do ano.

 

Para os seis meses finais do ano, o economista-chefe do First Trust, Brian Wesbury, acredita que pode haver um crescimento econômico "surpreendentemente robusto".

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