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EUA começam a ver recuperação na economia, diz Obama

Presidente americano afirma que medidas de sua administração impedirão novas crises nas próximas décadas

da Redação, com agências internacionais,

24 de março de 2009 | 21h18

O presidente americano Barack Obama defendeu na noite desta terça-feira, 24, seu ambicioso orçamento para a nação, de US$ 3,6 trilhões. Em uma entrevista transmitida ao vivo no horário nobre da televisão americana, o chefe de Estado disse que sua administração armou uma estratégia ampla para tentar resolver a crise em "todas as frentes". "É uma estratégia para criar empregos, ajudar os mutuários responsáveis, reativar o crédito e prover ao crescimento da nossa economia a longo prazo. E nós começamos a ver sinais de progresso", destacou.

 

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O presidente afirmou que seu pacote, além de tirar o país da recessão e cortar impostos para 95% da população, evitará crises similares em "10 ou 20 anos". O orçamento, continuou Obama, permitirá investimentos em energias renováveis, criação de novos empregos e negócios, e diversificação da matriz energética americana."

 

"O orçamento que enviei ao Congresso sustentará a recuperação de nossa economia sobre alicerces mais sólidos, de modo que não teremos que enfrentar outra crise como esta em 10 ou 20 anos", explicou ele. 

O presidente assegurou que suas propostas para reduzir os gastos das famílias americanas com saúde e melhorar a educação e a formação da população não aumentarão o déficit fiscal dos EUA, que Obama quer reduzir pela metade até o fim de seu mandato.

 

São reformas que, segundo o chefe de Estado, permitirão "estabelecer as bases de uma prosperidade segura e duradoura". "Afinal de contas, a melhor maneira de reduzir o déficit a longo prazo não é mantendo as mesmas políticas de sempre, de dívida maciça e pouca prosperidade. É com um orçamento que nos permita passar da era das despesas e dos empréstimos à era da poupança e dos investimentos."

 

Obama se disse confiante de que tanto o povo americano quanto o Congresso apoiarão os esforços da sua administração para reformar a regulamentação dos mercados financeiros dos EUA. Mais cedo, o secretário do tesouro americano, Timothy Geithner, pediu formalmente ao Congresso mais autoridade ao tesouro para lidar com instituições financeiras falidas que não são bancos. Obama justificou a necessidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de o Departamento do Tesouro terem mais autoridade para intervir em empresas financeiras. 

 

De acordo com o presidente, as autoridades podem atualmente assumir a gestão de um banco, mas não de uma seguradora como a AIG, o que resultou em situações "sem controle", como o pagamento de bônus milionários aos executivos desta companhia. "Temos que poder assumir o controle de qualquer entidade suscetível de pôr em risco a estabilidade do sistema financeiro", afirmou.

 

CRÍTICAS

 

Sobre as duras críticas que a proposta orçamentária recebeu tanto da oposição republicana como de alguns democratas moderados, o presidente americano defendeu-se dizendo que "a melhor maneira de reduzir o déficit (fiscal) é com um orçamento que nos leve ao crescimento econômico", como, segundo disse, fará o seu projeto. Segundo Obama, "este orçamento é indissolúvel da recuperação econômica."

 

Após seu discurso, o chefe de Estado respondeu perguntas de jornalistas. Antes de falar com a imprensa, o presidente alertou: "Vamos nos recuperar desta crise, vamos precisar de tempo e paciência", mas "quando trabalhamos juntos somos bem-sucedidos."

 

Ainda nesta terça-feira, a Casa Branca anunciou que Obama se reunirá com presidentes-executivos de alguns dos maiores bancos do país na sexta. No encontro, o presidente irá reforçar a eles a necessidade de olhar além de seus "próprios interesses."

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