EUA confiam em consenso em pontos chave no G-20

Os países do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo, continuam em desacordo em alguns pontos importantes, enfatizando a dificuldade de se obter realizações concretas no encontro em Pittsburgh, mas os Estados Unidos seguem para o segundo dia do fórum confiantes de que há um sólido consenso em torno de propostas para reformular as práticas de pagamento de executivos, atualizar as regras financeiras e responder aos desequilíbrios na economia mundial.

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 10h56

Embora a Casa Branca tenha apresentado uma série de iniciativas, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a regulação do mercado financeiro, e não uma nova estrutura econômica, deve estar no topo da agenda. "Não podemos buscar por problemas substitutos e esquecer a regulação do mercado financeiro", afirmou ela a repórteres antes de sair de Berlim, ontem. Também há atrito entre os países sobre a remuneração de executivos de bancos e a reforma do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Ainda assim, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, estava otimista ao falar com repórteres ontem, afirmando que espera um consenso significativo em várias propostas que visam assegurar que uma recuperação econômica aconteça. "Estamos vendo os primeiros sinais de otimismo sobre as perspectivas para a recuperação global", disse Geithner a repórteres. "Eu posso dizer com confiança, baseado nas minhas discussões com ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais ao redor do mundo, que há um compromisso comum, compartilhado, para ter certeza de que estamos trabalhando juntos para sustentar esses sinais iniciais de recuperação e crescimento."

Em particular, o secretário enfatizou a proposta dos EUA de reequilibrar a economia global e sugeriu que até a China apoia o plano. "Minha percepção, com base na conversa com meus colegas, é de que há apoio muito forte a isso", disse Geithner ontem. Dentro da "Estrutura para Crescimento Balanceado e Sustentável", proposta por Obama, os EUA economizariam mais e lidariam com seu elevado déficit orçamentário, a China aumentaria o consumo doméstico e reduziria o superávit comercial, e a Europa tomaria medidas para impulsionar o investimento empresarial. As informações são da Dow Jones.

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