AP Photo/Susan Walsh
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EUA confirmam concessão de isenção nas tarifas de aço para o Brasil até 1º de maio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou possuir forte integração econômica com o País

Mateus Fagundes e Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

23 Março 2018 | 01h04

A Casa Branca confirmou nesta sexta-feira, 23, que vai conceder ao Brasil isenção da tarifa de 25% às importações de aço e 10% para as de alumínio até 1º de maio. A barreira comercial está suspensa também para Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, México e membros da União Europeia.

Segundo a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai decidir até 1º de maio se a pausa nas restrições comerciais continuará valendo.

"A suspensão vale até 1º de maio devido à discussão pendente sobre meios alternativos e satisfatório de longo prazo para lidar com as ameaças à segurança nacional dos EUA", informou a Casa Branca.

O anúncio do governo americano desfez uma confusão ocorrida na quarta-feira, 21, quando o presidente Michel Temer falou sobre a exclusão do Brasil sem que a informação oficial tivesse sido confirmada. Nesta quinta-feira, 22, ainda havia cautela por parte do governo.

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"Vamos aguardar a publicação para definir os próximos passos", afirmou ao Estadão/Broadcast o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. "Por enquanto o que nós temos são declarações", disse.

O governo dos Estados Unidos se comprometeu ainda a acompanhar de perto as importações de aço e alumínio dos países isentos. De acordo com a Casa Branca, o presidente Trump "mantém ampla autoridade para modificar ainda mais as tarifas, inclusive removendo as suspensões ou suspendendo outros países".

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Trump designou ainda o secretário de Comércio, Wilbur Ross, para acompanhar "de perto" os pedidos de isenção de outros países. 

Compromisso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em documento que acompanhou a concessão da isenção ao Brasil das tarifas de importação de aço e alumínio que os dois países possuem "forte integração econômica, com investimento industrial recíproco".

Além disso, Trump disse que o Brasil e os EUA têm compromisso de segurança que abrange "questões envolvendo a América Latina".

As alegações do presidente americano ao conceder a pausa na tarifação ao Brasil foram, em parte, usadas para os demais países.

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