carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

EUA consomem mais, mas confiança é a menor em 4 meses

As preocupações com o alto nível de desemprego azedaram a confiança do consumidor norte-americano, que atingiu em agosto a mínima em quatro meses, enquanto o consumo aumentou um pouco em julho, indicando que a economia enfrenta um caminho sinuoso rumo à recuperação.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

28 de agosto de 2009 | 12h48

Levantamento feito pela Reuters e a Universidade de Michigan mostrou que a leitura final da confiança do consumidor em agosto recuou para 65,7, frente a 66,0 em julho. No entanto, o indicador melhorou em relação ao início do mês.

Um outro relatório divulgado pelo Departamento de Comércio mostrou que o gasto aumentou 0,2 por cento em julho, influenciado em grande parte pelo programa de estímulo para a renovação da frota de veículos dos EUA, após alta revisada para 0,6 por cento em junho.

A renda pessoal, entretanto, ficou estável em julho, segundo o departamento, após queda acentuada de 1,1 por cento no mês anterior, ressaltando a pressão que as famílias ainda sofrem com a queda dos preços de moradias e o avanço do desemprego.

"Isso me diz que os consumidores ainda estão numa fase de recuperação. Está claro para mim que não podemos contar com o crescimento até o ano que vem, enquanto os consumidores continuam vulneráveis", afirmou Christopher Low, economista-chefe na FTN Financial em Nova York.

O consumo, que responde por cerca de dois terços da atividade econômica dos EUA, retraiu 1 por cento no segundo trimestre na taxa anualizada, após avanço de 0,6 por cento entre janeiro e março.

Além disso, analistas avaliaram que o aumento do consumo em julho multiplicou as esperanças de que o consumo vai se recuperar no terceiro trimestre, conforme uma melhora na perspectiva econômica e a redução do ritmo de demissões impulsiona a confiança do consumidor e encoraja as famílias a gastarem mais.

Isso nos coloca em uma posição muito boa para uma retomada do consumo no terceiro trimestre", afirmou David Resler, economista-chefe na Nomura Securities International em Nova York.

"Não esperamos um grande avanço, mas um aumento do consumo perto de 1 por cento ou mais será um importante elemento da aguardada recuperação do crescimento."

Analistas esperavam que a renda pessoal subisse 0,2 por cento em julho. A renda real disponível caiu 0,1 por cento em julho.

"O número da renda pessoal continua a refletir o debilitado mercado de trabalho que enfrentamos nos EUA. Continuamos perdendo emprego, sem criar novos, e isso pressionará a renda pessoal por algum tempo", afirmou Craig Hester, presidente-executivo da Hester Capital Management, no Texas.

Com o declínio da renda disponível, a poupança caiu para a taxa anualizada de 458,5 bilhões de dólares, levando a taxa de poupança a ceder para 4,2 por cento, frente a 4,5 por cento em junho, divulgou o departamento.

(Reportagem adicional de Burton Frierson em Nova York)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROEUACONSOLIDA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.