EUA cortam 345 mil vagas em maio; desemprego é de 9,4%

Taxa de desemprego é a maior desde 1983, mas cortes estão desacelerando, em um sinal de recuperação

Reuters,

05 de junho de 2009 | 09h59

Os empregadores norte-americanos surpreenderam e cortaram 345 mil empregos no mês passado, na menor redução desde setembro, mostrou relatório do governo nesta sexta-feira, 5, dando mais uma evidência de que o declínio econômico está desacelerando.

 

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Mas o Departamento de Trabalho informou que a taxa de desemprego subiu para 9,4%, maior nível desde julho de 1983, ante 8,9% em abril. Os cortes de emprego em março e abril foram revisados para baixo para queda de 652 mil e 504 mil, respectivamente.

 

Analistas consultados pela Reuters previam uma redução de 520 mil postos em maio. A taxa de desemprego esperada era de 9,2%.

 

Embora os cortes de emprego em maio tenham se espalhado por quase todos os setores, o ritmo de demissões foi menor que nos meses anteriores. Os setores ligados à construção perderam 59 mil vagas, após redução de 108 mil postos em abril, provavelmente como resultado do pacote histórico de estímulo do governo norte-americano no valor de 787 bilhões de dólares.

 

O setor de serviços cortou 120 mil posições, após corte de 230 mil postos de trabalho em abril. O setor manufatureiro perdeu 156 mil empregos em maio, provavelmente refletindo o fechamento de unidades de montadoras, após o pedido de concordata da Chrysler. O setor manufatureiro teve redução de 154 mil postos em abril.

 

Por outro lado, os setores de educação e saúde abriram 44 mil vagas em maio, após avanço de 13 mil no mês anterior. O governo, que teve mais 92 mil empregos em abril - a maioria ligada aos preparativos para o censo de 2010, reduziu 7 mil vagas em maio.

 

Desde o início da recessão em dezembro de 2007, a economia norte-americana já perdeu 6 milhões de empregos.

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