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EUA criam 142 mil vagas de emprego em agosto, o menor resultado do ano

O relatório de agosto deu fim à sequência de seis meses consecutivos de geração mensal de mais de 200 mil empregos, o que não era visto desde 1997

O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2014 | 09h50

A criação de vagas nos Estados Unidos teve forte desaceleração em agosto e mais norte-americanos desistiram de procurar empregos, dando mais razões para que um cauteloso Federal Reserve, banco central dos EUA, aguarde mais tempo antes de elevar as taxas de juros.

A criação de vagas fora do setor agrícola chegou a 142 mil no mês passado, a menor em oito meses, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. O resultado ficou aquém da previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam a abertura de 225 mil vagas.

Os dados de criação de postos de trabalho de julho e junho foram revisados. Em julho, foram criados 212 mil empregos, ante a estimativa original de 209 mil. Já em junho foram abertas 267 mil vagas, ante leitura anterior de 298 mil vagas.

Menos empregos. O relatório de agosto deu fim à sequência de seis meses consecutivos de geração mensal de mais de 200 mil empregos, o que não era visto desde 1997. Contudo, até agora neste ano, a criação de vagas de trabalho ficou na média de 215 mil por mês, o melhor ritmo desde 1999.

Ainda segundo o relatório, a parcela da população dos EUA que trabalha ou está procurando emprego ficou em 62,9%, de 62,8% no mês anterior, permanecendo perto do menor nível desde o final dos anos 1970. O salário médio por hora no país subiu US$ 0,01 em julho ante o mês anterior, para US$ 24,45. Na comparação anual, o aumento dos salários foi de 2%. 

O relatório de agosto ressaltou o problema persistente da economia. Cerca de 3 milhões de pessoas ficaram desempregados por mais de seis meses. O montante é 1,3 milhão menor em relação ao ano anterior, mas ainda responde por 31,2% de todos os americanos desempregados. Outras 7,3 milhões de pessoas estavam trabalhando em empregos de tempo parcial porque não conseguiam encontrar trabalho em tempo integral, contra 7,5 milhões em julho.

Desemprego. A taxa de desemprego nos EUA, que é calculada com base em uma pesquisa separada daquela que avalia o número de vagas criadas pela economia norte-americana, caiu para 6,1% em agosto, de 6,2% em julho. O dado de agosto veio em linha com a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

Uma medida mais ampla de desemprego, que inclui aqueles que trabalham em tempo parcial, mas que gostariam de empregos em tempo integral caiu para 12% em agosto, ante 12,2% em julho.

A taxa de participação na força de trabalho caiu em agosto para 62,8%, igualando seu nível mais baixo desde o final dos anos 1970. A taxa tinha subido para 62,9% em julho.

O crescimento dos salários mostrou ligeira melhora em agosto. O salário médio por hora para trabalhadores do setor privado subiu em agosto para US$ 24,53, um aumento de US$ 0,06 ante julho e de 2,1% ante o mesmo mês ano anterior. A previsão era que atingisse US$ 24,65. O número médio de horas trabalhadas na semana ficou inalterada em 34,5 horas pelo o sexto mês consecutivo, ante previsão de +0,2. (Com Reuters)

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